Caixa tem lucro líquido recorde de R$ 12,5 bilhões em 2017

Resultado do esforço e dedicação de todos os empregados e empregadas da Caixa, o lucro de 2017 é o maior de toda a história da instituição financeira

A Caixa anunciou nesta terça-feira, 27, um lucro líquido em 2017 de R$ 12,5 bilhões, o maior da história. Em relação ao ano anterior, houve acréscimo de 202,6%. Em dezembro, o banco possuía R$ 2,2 trilhões em ativos administrados, avanço de 1,9% em 12 meses, com destaque para os ativos próprios, que totalizaram R$ 1,3 trilhão.

Os números reforçam a importância do banco para país e a necessidade de enfrentamento contra a política do governo que visa o enfraquecimento da Caixa. A direção do banco ainda não informou quando será creditada a segunda parcela da PLR, mas pagamento está assegurado no ACT 2016/2018.

“O lucro é resultado do esforço e dedicação de todos empregados e empregadas da Caixa. Mesmo com a redução de bancários, após vários Planos de Demissão Voluntária, a retirada de direitos e o sucateamento do banco imposto pelo governo, os empregados continuam atuando para que a Caixa continue forte e lucrativa. O recorde de lucro também deixa evidente que a tentativa de privatizar a Caixa é para atender, unicamente, os interesses do mercado privado. Nossa luta deve ser para que esse lucro seja revertido em investimentos para melhoria da vida dos empregados do banco, garantindo seus direitos, e para o desenvolvimento social do país”, destaca a diretora do Sindibancários/Es, Rita Lima.

Em 2017, foram pagos na Caixa cerca de 158,4 milhões de benefícios sociais, correspondendo a R$ 28,7 bilhões. Somente o Bolsa Família pagou R$ 27,8 bilhões. Em relação aos programas voltados ao trabalhador, o banco foi responsável por realizar 292,3 milhões de pagamentos, que totalizaram R$ 313,7 bilhões, como o Seguro-Desemprego, Abono Salarial e PIS. Também foram realizados 71,7 milhões de pagamentos de aposentadorias e pensões do INSS, que totalizaram R$ 94,7 bilhões.

A carteira de crédito alcançou saldo de R$ 706,3 bilhões em dezembro, com participação de mercado de 22,4%. Já a carteira imobiliária chegou a R$ 431,7 bilhões, aumento de 6,3% em 12 meses, o que manteve o banco na liderança do setor, com 69% de participação. Em saneamento e infraestrutura, as operações totalizaram R$ 82,7 bilhões.

Saúde Caixa

O lucro recorrente da Caixa em 2017 foi de R$ 8,6 bilhões. A diferença de quase R$ 4 bilhões para o lucro líquido, segundo o balanço divulgado pelo banco, veio em grande parte de uma reversão de provisões atuariais. Apesar da instituição ainda não ter explicado do que se trata, os acontecimentos mais recentes indicam que o recurso decorre da imposição do teto de gastos com o Saúde Caixa.

Redução do quadro de pessoal

O ano de 2017 foi mais um em que a Caixa apresentou redução no quadro de pessoal. Em dezembro, eram 87.654 empregados, redução de mais de 7 mil em relação a 2016 e de cerca de 14 mil nos últimos três anos, sobretudo em razão de planos de aposentadoria e demissão voluntária. E a queda não para: o total de trabalhadores diminuiu mais um pouco no início deste ano, em razão do Plano de Desligamento de Empregados (PDE).

Pagamento da PLR

Até o momento, o banco não divulgou quando vai creditar a segunda parcela da Participação nos Lucros e Resultados dos empregados. O pagamento da PLR está garantido no ACT 2016/2018, devendo ocorrer até 31 de março.

Na Caixa, a PLR é composta pela regra básica Fenaban, prevista na Convenção Coletiva de Trabalho 2016/2018 dos bancários, correspondente a 90% do salário mais R$ 2.183,53, limitado a R$ 11.713,59; parcela adicional, que representa 2,2% do lucro líquido dividido pelo número total de empregados em partes iguais, até o limite individual de R$ 4.367,07; e a PLR Social, equivalente a 4% do lucro líquido, distribuídos linearmente para todos os trabalhadores. A primeira parcela, correspondente a 60% do total a ser recebido, foi creditada no dia 20 de novembro do ano passado.
Com informações da Fenae

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