Caixas do Banco do Brasil discutem reestruturação

O prazo para as relocações termina nesta sexta-feira, 02, quando o banco deve se posicionar sobre os excessos nas unidades.

O Sindicato dos Bancários reuniu os caixas do Banco do Brasil na noite desta quarta-feira, 31, para discutir o corte de função provocado pela nova reestruturação do banco. Dentre as mudanças, 14 vagas de caixas foram extintas no Estado. Os empregados atingidos voltarão a ser escriturários, perdendo a gratificação recebida.

O prazo para as relocações termina nesta sexta-feira, 02, quando o banco deve se posicionar sobre os excessos nas unidades. O Sindicato cobrará compromisso assumido pelo gerente de Gestão de Pessoas RJ/ES do Banco do Brasil, Valdemar da Silva, de que não ocorrerão remoções compulsórias.

VCP

O Sindicato informou que a garantia da Vantagem de Caráter Pessoal (VCP) para os empregados que perderem a função de caixa é uma das pautas da mesa de negociação nacional e que o banco se comprometeu a analisar a reivindicação, ainda sem resposta.  “Nossa posição é de que os caixas tenham o mesmo tratamento dos empregados comissionados, fazendo jus ao recebimento do benefício. Vamos continuar exigindo isso, que é um direito mínimo para que os caixas possam se organizar financeiramente”.

A VCP é uma verba que mantém por 4 meses a gratificação dos empregados descomissionados. Atualmente o Banco do Brasil não reconhece a gratificação de caixa como função comissionada, o que faz com que os caixas não tenham direito à VCP, também conhecida pelos bancários como “esmolão”.

Assessoria jurídica

Na plenária, a assessoria jurídica do Sindicato tirou dúvidas sobre os caminhos legais que podem ser tomados para requerer na justiça a manutenção do benefício, mas alertou que a nova legislação trabalhista pode trazer complicadores.  Bancários e bancárias que tiverem dúvidas podem marcar atendimento no jurídico do Sindicato pelo telefone 3331-9988 ou 3331-9989.

Nossa luta é política

Os bancários também foram alertados para a importância de ampliar a resistência política contra a reestruturação. “Os caixas sempre foram protagonistas das lutas da categoria. Temos que fazer uma avaliação ampla do processo que estamos vivendo e enfrentar o desmonte do banco como um todo. Um banco com 104 mil empregados quer chegar a 70 mil! É um esvaziamento que desconsidera todo trabalho, dedicação e vida dos bancários e das bancárias envolvidos. É um desrespeito aos empregados, e só conseguiremos soluções com luta conjunta”, diz Derik Bezerra, diretor do Sindicato.

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