Campanha da Caixa quer dividir bancários em plena Campanha Nacional

Campanha "Tamo Junto" dará 150 mil premiações aos bancários que baterem as metas estabelecidas para aumentar o lucro anual do banco para R$ 9 bilhões. Para a diretora do Sindibancários, Lizandre Borges, essa medida é uma forma de dividir a categoria em plena Campanha Nacional, além de aumentar o assédio moral e as doenças ocupacionais

Em encontro com seis mil gestores da Caixa de todo o Brasil, ocorrido no estádio Mané Garrincha, em Brasília, no dia 16 de maio, a instituição financeira lançou a campanha “Tamo Junto”. Seu objetivo é dar 150 mil premiações aos bancários e bancárias que baterem as metas estabelecidas para aumentar o lucro anual do banco para R$ 09 bilhões. Para a diretora do Sindicato dos Bancários/ES Lizandre Borges essa medida é uma forma de dividir a categoria em plena Campanha Nacional.

“A Caixa está lançando neste momento de Campanha Nacional uma iniciativa que pretende tirar a atenção dos trabalhadores e trabalhadoras para aquilo que de fato é importante nesse momento, que é a defesa dos nossos direitos, conquistados há cerca de 30 anos. O Tamo Junto é um programa de metas que acirra a competitividade, incentivando as pessoas a trabalhar cada vez mais em troca de prêmios, que vão desde broches até carros. A nossa resposta a isso deve ser que ‘tamo junto’ sim, mas na defesa das nossas conquistas, do banco público e do Saúde Caixa, por exemplo”, diz Lizandre.

Lizandre chama atenção para o fato de que a iniciativa da Caixa chega em um momento de muitos ataques não somente aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, mas ao banco público, com anúncio de uma nova reestruturação, fechamento de 100 agências, alteração estatutária que pode concretizar a abertura de capital da instituição financeira, entre outros. A diretora do Sindibancários destaca que a campanha lançada em Brasília pode aumentar ainda mais os casos de adoecimento dos bancários e bancárias da Caixa.

“Por causa desse novo programa de metas, o assédio moral irá aumentar para que a Caixa possa alcançar o lucro de R$ 9 bilhões em 2018. Consequentemente, doenças ocupacionais, como as psíquicas e DORT LER, irão aumentar”, explica.

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