Campanha Nacional: Comando cobra avanços nas cláusulas de saúde e condições de trabalho

As negociações da mesa única da Campanha Nacional 2015 foram retomadas na tarde dessa terça-feira, 15, em São Paulo, com a pauta de saúde e condições de trabalho. O Comando Nacional continua reunido com a Fenaban durante o início da noite, mas ainda não há proposta concreta para as reivindicações da categoria. A mesa terá […]

As negociações da mesa única da Campanha Nacional 2015 foram retomadas na tarde dessa terça-feira, 15, em São Paulo, com a pauta de saúde e condições de trabalho. O Comando Nacional continua reunido com a Fenaban durante o início da noite, mas ainda não há proposta concreta para as reivindicações da categoria. A mesa terá prosseguimento amanhã, 16, às 10h, com o tema remuneração.

Até o momento foram realizadas três rodadas de negociação e os bancos não apresentaram nenhum compromisso com os trabalhadores. A Fenaban preferiu ficar no “festival de nãos” com as reivindicações de emprego, segurança, saúde, condições de trabalho e igualdade de oportunidades. 

“Os bancários devem se preparar para fazer uma greve forte, se for necessário. Os banqueiros estão intransigentes e se negam a atender as reivindicações da categoria. Está evidente que o lucro é a única coisa interessa aos bancos, mesmo que ele venha às custas da saúde dos bancários e bancárias”, pontua o coordenador geral do Sindibancários/ES, Jessé Alvarenga, que representa os bancários capixabas nas negociações. 

Lucro nas alturas

 Não há crise para o setor bancário, que continua sendo o mais rentável do país. Somente no primeiro semestre deste ano, os cinco maiores bancos que operam no País (Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa) lucraram R$36,3 bilhões. Um crescimento de 27,3% em relação ao mesmo período do ano passado. 

Confira as principais reivindicações da categoria

Reajuste salarial de 16%. (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)

PLR: 3 salários mais R$7.246,82 

Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).

Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários. 

Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transsexuais e pessoas com deficiência (PCDs). 

Com informações da Contraf

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