Candidatos ao governo assinam termo de compromisso em defesa do Banestes

Candidatos também assumiram o compromisso de realizar novas contratações de empregados apenas por concurso público

Manter o Banestes público e estadual e realizar contratação de empregados apenas por meio de concurso público fazem parte do compromisso assumido por cinco dos seis candidatos ao governo do Estado. André Moreira (Psol), Aridelmo Teixeira (PTB), Carlos Manato (PSL), Jackeline Rocha (PT) e Renato Casagrande (PSB) assinaram, nas últimas semanas,  o termo de compromisso em defesa do Banestes público e estadual, elaborado pelo Sindicato dos Bancários/ES – entidade que coordena o Comitê Estadual em Defesa do Banestes.

A candidata Rose de Freitas (Podemos) foi a única que ainda não deu retorno ao Sindibancários/ES sobre assinatura do documento. No entanto, em declaração ao jornal A Gazeta, publicada nesta quinta-feira, 22, a candidata afirmou ser contra a venda do banco, “(…) pois o momento do país não é adequado para isso”, disse.

O termo firma com os candidatos o compromisso de, caso eleitos, elaborarem Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que garanta ao Estado o controle acionário do Banestes, mantendo o banco como patrimônio público e  vinculado ao governo do Estado. Além disso, a revogação da PEC, no caso de tentativas futuras de privatização, só poderá ser feita mediante aprovação da Assembleia Legislativa e consulta à sociedade por meio de Plebiscito Popular.

“O Banestes tem um papel estratégico para o desenvolvimento do Estado. Além de gerar mais de 2.500 empregos diretos, o banco está presente em todas as regiões e é responsável por oferecer crédito a juros baixos a micro-empreendedores e pequenos agricultores. Por isso, o compromisso assumido pelos candidatos com esse termo de compromisso é fundamental para a luta em defesa do Banestes público e estadual. Os candidatos que assinaram o documento assumem o compromisso não  apenas com os bancários, mas com toda a população capixaba, de defender o patrimônio público, que vem sendo continuamente destruído. Nós, do Comitê em defesa do Banestes público e estadual, vamos cobrar do candidato ou candidata, que se eleito, tenham que cumprir o compromisso assumido com os bancários e a sociedade capixaba”, enfatiza o coordenador geral do Sindibancários/ES, Jonas Freire.

Foram a mobilização e a luta  da categoria bancária com a articulação e apoio da população que mantiveram o Banestes público e estadual. Nos últimos anos, foram várias as tentativas de privatização do banco – a última em 2009, durante o governo Paulo Hartung.

Compromisso com os bancários

Por meio do termo o futuro governador ou governadora se compromete também a manter os canais de negociação de acordos coletivos com os empregados do Banestes e a fortalecer a Fundação Banestes de Seguridade Social (BANESES) e a Caixa de Assistência dos Empregados do Banestes (BANESCAIXA), mantendo assim um diálogo permanente com a representação dos trabalhadores e os funcionários do banco.

Além disso, por meio do termo, os candidatos também se comprometem , se eleitos,  a admitir novos empregados somente por meio de concurso público e que não haverá  terceirização de qualquer tipo de serviço dentro banco.

Lucro do banco público fica no Estado

O lucro de um banco público vai para o caixa único do Estado para ser aplicado de acordo com os projetos do governo. Se for um governo responsável, esses recursos são usados para financiamento de políticas públicas e, ainda, para contenção de crises financeiras. O objetivo do banco público não é acumular lucros, mas promover o desenvolvimento socieconômico.

No caso dos bancos privados, a história é diferente: o foco é lucrar mais para enriquecer seus acionistas. Daí porque os bancos privados não se interessam por abrir agências em locais menos lucrativos. Por isso que o resultado de uma privatização do Banestes seria a redução do número de agências e, o mais grave, os lucros não ficariam no Espírito Santo, seriam levados para a região da matriz do banco comprador. Essa migração enfraqueceria nossa economia e reduziria a capacidade de investimentos do Governo Estadual.

Banestes fomenta o desenvolvimento regional

O Banestes é único banco presente em todo o Espírito Santo e com grande potencial de crescimento. São mais de 800 pontos de atendimento, distribuídos nos 78 municípios capixabas, sendo que 19 deles são atendidos apenas pelo Banestes. É a maior rede bancária estadual, que oferece uma carteira completa de produtos e serviços.

Por tudo isso, o Banestes tem uma importância estratégica para o desenvolvimento capixaba. É nele que produtores rurais, comerciantes, empresas e a população em geral conseguem crédito e fazem suas movimentações financeiras.

“Precisamos nos manter vigilantes na luta em defesa do Banestes e cobrar do governo que o banco seja instrumento para execução de políticas públicas, que viabilizem o desenvolvimento regional”, pontua Freire.

Além disso, com postos de atendimento em todos os municípios do Estado, o Banestes tem a capacidade de investir os lucros na economia das microrregiões de todo o Estado, tanto na melhoria e na expansão da rede de atendimento, como na abertura de linhas de financiamento para pequenos e médios agricultores e empresários.

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