CASSI: Assine hoje, 17, o Termo de Consulta para ajuizar ação coletiva contra resolução 23 da CGPAR

Mudanças coloca BB como dono e funcionários apenas como usuários, transformando a CASSI em operadora de planos de saúde. Contribuição dos usuários pode chegar a 11,67%.

A proposta de reforma estatutária da CASSI apresentada pelo Banco do Brasil, no início desse mês, vai muito além de um debate sobre como resolver o déficit financeiro e garantir a sustentabilidade da entidade. O banco propõe mudar completamente o caráter da CASSI, adaptando-a à resolução 23 da CGPAR e transformando-a em um plano de saúde convencional de mercado, onde o dono passa a ser o BB, com poder de decisão unilateral e os funcionários passam a ser apenas usuários.

A adaptação da CASSI à resolução 23 da CGPAR tem impacto direto na gestão da entidade, uma vez que diminui a participação da empresa no custeio do plano de saúde, aumenta a contribuição dos empregados, retira o plano de saúde para os novos funcionários e para os futuros aposentados, estabelece a cobrança de contribuição para dependentes e coparticipação e reduz a cobertura do plano.

Esta sexta-feira, 17 de agosto, é o último dia para assinar o Termo de Consulta autorizando a ANABB ajuizar ação coletiva para impugnar a resolução. A sua participação é fundamental. Assine aqui www.anabb.com.br

A proposta do BB prevê o fim da autogestão, ou seja, os associados, que são todos os funcionários que fazem parte da associação e, portanto, são os donos da CASSI, passam a ser apenas beneficiários da CASSI, ou seja, a proposta quer transformar a CASSI numa operadora de planos de saúde que pertence ao banco e que oferece esses serviços a seus funcionários. Sendo permitido ao BB fazer diferenciação entre os funcionários, por exemplo, criando um plano VIP para seus executivos e um plano precarizado para funcionários novos ou para os que não consigam arcar com os novos custos do Plano Associados.

Financiamento da Cassi às custas dos empregados

Sobre o financiamento da Cassi, o banco propõe aumentar permanentemente a contribuição dos usuários, mantendo a sua inalterada. A proposta não preserva a proporcionalidade de custeio 60%-40%, além de quebrar a solidariedade e a paridade entre ativos e aposentados, incluindo a contribuição por dependentes e coparticipações e ainda privilegia os maiores salários, retira direitos dos associados e desobriga o banco de suas responsabilidades atuais. Dessa forma, a contribuição dos funcionários para a CASSI pode chegar até a 11,67%.

Além das manobras para se tornar dono da CASSI, minimizando a participação dos funcionários nas decisões sobre a entidade, na estrutura da governança, o BB tenta aprovar um mecanismo para incluir a prerrogativa do voto de minerva ao banco. Em qualquer empresa do mundo, a última palavra sobre qualquer impasse tem que ser do dono. Neste sentido, sendo a CASSI uma autogestão, os donos são os seus associados. Por isso, se for para incluir poder de desempate, ele tem que ser dos funcionários e não do patrocinador.

É importante que todos os bancários e bancárias participem dos debates e leiam sobre essa questão para esclarecer qualquer dúvida sobre essa proposta. Fique atento!

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