CASSI: diga NÃO à proposta do BB

Além de aumentar as contribuições dos funcionários, as mudanças colocam o BB como dono com poder de decisão unilateral e funcionários apenas como beneficiários. A votação está aberta até o dia 05 de outubro e as entidades sindicais e representantes dos empregados convocam todos os bancários e bancárias a votarem NÃO à proposta do Banco.

No próximo dia 24 de setembro, começa a votação da proposta de reforma do Estatuto da CASSI apresentada pela direção do Banco do Brasil. Além de adaptar a CASSI à resolução 23 da CGPAR, o banco propõe mudar completamente o seu caráter, transformando-a em uma operadora de plano de saúde convencional de mercado, onde o BB passa a ser o controlador, com poder de decisão unilateral, e os funcionários passam a ser apenas usuários.

Portanto, a proposta apresentada pelo BB vai muito além de um debate sobre como resolver o déficit financeiro e a sustentabilidade da entidade. Esse é apenas o discurso feito pela direção do banco para convencer os funcionários a aceitar as alterações impostas sem nenhum diálogo. Por isso, é fundamental compreender o que está por trás desse discurso do banco e qual é a sua verdadeira intenção.

Para as diversas entidades sindicais e de representantes dos empregados está nítido a manobra que a direção do BB está fazendo a fim de conseguir ter o controle da CASSI e, consequentemente, pôr fim à nossa caixa de assistência, no modelo como a construímos com muita luta até hoje. A resolução 23 da CGPAR, que prevê as mudanças nos modelos de custeio nos planos de saúde das empresas públicas, dá um prazo de até quatro anos para as estatais se adaptarem. Contudo, a direção do BB está determinada a cumprir toda a resolução de imediato e, aproveitando a oportunidade, quer atacar os direitos dos associados, aumentando seu poder na CASSI para fazer mudanças ainda mais drásticas, que atendem apenas aos seus interesses.

A adaptação da CASSI à resolução 23 da CGPAR prejudica os funcionários uma vez que diminui a participação da empresa no custeio do plano de saúde dos empregados, aumenta a contribuição dos empregados, retira o plano de saúde para os novos funcionários e para os futuros aposentados, estabelece a cobrança de contribuição para dependentes e  reduz a cobertura do plano.

Entretanto, a proposta do BB vai além e prevê o fim da autogestão na Cassi: por um lado impõe o voto de minerva exercido da presidência, ou seja, do Banco. De outro, os associados, que são os funcionários da ativa e aposentados, portanto donos da Cassi, passam a ser tratados como beneficiários.  Além disso, a proposta apresentada redistribui as diretorias, tirando dos funcionários o poder de gestar as políticas de saúde do plano, como por exemplo o Programa de Saúde do Trabalhador e o Programa de Atenção Primária à Saúde.

A votação está aberta até o dia 05 de outubro e as entidades sindicais e representantes dos empregados convocam todos os bancários e bancárias a votarem NÃO à proposta do Banco. A participação de todo o funcionalismo é fundamental para garantir nossos direitos.

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