Cassi impõe novo aumento de coparticipação e altera regra de teto mensal

Mudanças penalizam os associados com menor renda e retira responsabilidade do Banco do Brasil em contribuir com a parte patronal

Na última segunda-feira, 24, o Conselho Deliberativo da Cassi aprovou novo aumento na coparticipação sobre exames e consultas. A medida é um duro golpe contra os associados, que já enfrentam o segundo aumento do ano. O reajuste teve voto favorável dos indicados do Banco do Brasil e de Sergio Faraco, um dos representantes eleitos pelos associados.

De acordo com a nova tabela, a coparticipação dos associados sobre de 40% para 50% em consultas de emergência ou agendada, sessões de psicoterapia e acupuntura e visitas domiciliares; e de 20% para 30% em exames e outros serviços de fisioterapia. Além disso, o Conselho também aprovou a alteração da regra do teto mensal de 1/24 do salário para a cobrança de coparticipação sobre exames.

As mudanças prejudicam os associados que mais precisam e com remuneração mais baixa, como destaca o diretor do Sindibancários/ES, Dérik Bezerra. “O banco perdeu a votação para alterações na Cassi por duas vezes e agora utiliza o Conselho Deliberativo para aplicar essa penalização aos trabalhadores. Além do absurdo do aumento da coparticipação, a mudança no teto mensal faz com que os valores que ultrapassarem 1/24 do salário sejam cobrados todos os meses até o pagamento final da dívida. Essas mudanças jogam toda a conta somente nas costas dos associados”, enfatiza.

Para a Anabb, “os reajustes propostos trazem ônus justamente aos associados que mais necessitam dos serviços, enquanto eximem o patrocinador Banco do Brasil de contribuir com a parte patronal”.

Votação

Os representantes eleitos Ronaldo, Pizetta, Otamir e Rosineia que estavam na reunião votaram contra a proposta. O também representante dos associados, Sérgio Faraco, que votou a favor das mudanças e está como presidente do Conselho Deliberativo,chegou a negar pedido de vista ao processo feito por outro conselheiro eleito, o que adiaria a votação. A proposta aprovada já circulava há mais de uma semana nas redes sociais, recebendo fortes críticas dos associados, de entidades e de conselhos de usuários.

Segundo aumento

Em janeiro a coparticipação sobre consultas já havia sido aumentada de 30% para 40% e a coparticipação sobre exames de 10% para 20%.

Com informações da Anabb e Sindicato dos Bancários de Brasília 

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