CASSI: Motivos para votar NÃO

A votação está aberta até o dia 05 de outubro e as entidades sindicais e representantes dos empregados convocam todos os bancários e bancárias a votarem NÃO à proposta do Banco. A participação de todo o funcionalismo é fundamental para garantir nossos direitos.

PODERES DOS ASSOCIADOS

Associados X Beneficiários

Como entidade civil sem fins lucrativos, a CASSI possui associados e nesse sentido todo associado é também dono da CASSI. O termo “beneficiários”, proposto pelo BB, nos retira da condição de donos com poder de decisão e nos reduz a apenas usuários do plano. É manobra para ter o controle da CASSI, concentrando poderes no patrocinador e minimizando a participação dos funcionários nas decisões.

Novos contratados perdem o plano após aposentadoria

Ao adequar a CASSI às resoluções da CGPAR, os novos contratados perdem o direito à cobertura do plano, com o custeio do Banco do Brasil, ao se aposentarem. Além de prejudicar os atuais associados e desprezar a saúde dos aposentados, um plano sem novos ingressos está, necessariamente, fadado à extinção.

Criação de vários planos

A proposta transforma a Cassi numa operadora de planos privados de saúde, controlada pelo banco, que oferece serviços de saúde a seus empregados. O BB ganha o poder, por exemplo, de fazer diferenciação entre os funcionários, criando um plano VIP para executivos e um plano precarizado para novos empregados ou para aqueles que não conseguirem arcar com os novos custos.

 

FINANCIAMENTO

 

Contribuição básica mensal e contribuição por dependente

O banco propõe aumentar permanentemente a contribuição dos usuários, mantendo a sua inalterada. Além de quebrar a solidariedade e a paridade entre ativos e aposentados, incluindo a contribuição por dependentes e coparticipações, não preserva a proporcionalidade de custeio 60%-40%, e ainda privilegia os maiores salários.

Insuficiência financeira dos planos

A proposta exclui o artigo que responsabiliza o BB pela cobertura de eventuais insuficiências financeiras do plano, desobrigando o banco de suas responsabilidades atuais como patrocinador.

 

GOVERNANÇA E GESTÃO

Voto de minerva na diretoria executiva

Outro mecanismo de poder ao BB é o voto de minerva exercido pela presidência da Cassi. Isso significa que em caso de empate sobre decisões importantes referentes à gestão do plano, o Banco dará a palavra final.

Nova competência do Conselho Deliberativo

O Conselho Deliberativo tem sua alçada ampliada e passa a ter o poder de decisão e os associados somente poderão ser consultados em casos de votação com empate. Futuras mudanças no Estatuto, por exemplo, poderão ser feitas sem consulta e aprovação dos associados. Além disso, inclui a prerrogativa de anuência prévia do BB para consultar os associados nos casos de empate, ou seja, dá ao banco poder de veto.

Alternância da presidência no Conselho Deliberativo do BB

Hoje, Presidente e Vice-Presidente do Conselho Deliberativo da Cassi são escolhidos entre os membros eleitos pelo corpo social. Com a proposta de alternância, a gestão deixa de ser paritária, já que os associados perderão poder de gestão nos anos cuja indicação caberá ao BB.

BB assume novas diretorias na Cassi

O BB propõe a redistribuição das diretorias, de forma que ele passe a ter o controle da gestão, formulação e da execução dos planos de assistência à saúde, que hoje são responsabilidade da diretoria eleita pelos funcionários. Assim, o BB passa a definir toda a política da Cassi, assumindo controle total do plano.

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