Cerca de 4.500 postos de trabalho bancário foram extintos este ano

Juntos, Itaú, Bradesco, Santander, HSBC e Banco do Brasil fecharam 3.254 postos de trabalho. A Caixa extinguiu 1.318.

A Contraf divulgou os dados da Pesquisa de Emprego Bancário (PEB) na segunda-feira, 30. O estudo aponta que nos quatro primeiros meses de 2016 foram fechados 4.553 postos de trabalho bancário em todo o Brasil. Os principais responsáveis por esse resultado foram Itaú, Bradesco, Santander, HSBC e Banco do Brasil, que fecharam 3.254 postos de trabalho, e a Caixa Econômica, que extinguiu 1.318. Os números foram coletados da Análise do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego.

“Esse alto índice de redução na Caixa é reflexo do programa de aposentadoria incentivada implementado na gestão da ex-presidenta da instituição financeira, Mírian Belchior. Essa política de diminuição no número de bancários e bancárias deve continuar nessa nova gestão, pois atende a uma lógica privatista, ao processo de abertura de capital da Caixa, que o Governo Federal quer implementar”, afirma o diretor do Sindicato dos Bancários/ES, Vinícius Moreira.

O também diretor do Sindicato, Fabrício Coelho, enfatiza que em momento de crise os bancos podem utilizar isso como argumento para justificar as demissões, mas os bancários e bancárias não devem aceitar essa desculpa por parte dos banqueiros.

“Não há tempo ruim para os bancos. Com inflação ou sem inflação, com crise ou sem crise, eles seguem lucrando bilhões. A redução dos postos de trabalho com desculpa da crise busca somente o arrocho e precarização dos trabalhadores, preparando o mercado de trabalho bancário para a tentativa de terceirização irrestrita que querem implementar no Brasil”, diz.

Desigualdade entre Homens e Mulheres

As 3.685 mulheres admitidas nos bancos nos quatro primeiros meses de 2016 receberam, em média, R$ 3.077,51. Esse valor corresponde a 74,7% da remuneração média auferida pelos homens contratados no mesmo período (de R$ 4.118,28).

A diferença de remuneração entre homens e mulheres é pior na demissão. As mulheres que tiveram o vínculo de emprego rompido nos bancos entre janeiro e abril de 2016 recebiam R$ 5.562,35, que representa 72,2% da remuneração média dos homens que foram desligados dos bancos.

“Os dados referentes à desigualdade entre homens e mulheres são uma prova da realidade que tentamos mostrar, mas que muita gente nega, pois existe uma naturalização do desrespeito e da discriminação às mulheres”, diz a diretora do Sindicato, Lucimar Barbosa.

Com informações da Contraf

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