Chapa eleita para Funcef representa retrocesso

A chapa 7, eleita nas últimas eleições, não tem interlocução com as entidades representativas dos empregados

Teve fim nessa quarta-feira, 18, as eleições para nova direção da Funcef. A Chapa 7 – Controle e Resultado- venceu a disputa do processo eleitoral com 21.275 votos, do total de 70.815 inscritos. Sem interlocução com as entidades representativas dos empregados, a Chapa 7 representa um retrocesso para a luta em defesa da Funcef.

Como fundo público, a Funcef precisa ter uma política de investimentos segura, rentável e transparente. Com a eleição dos representantes da Chapa 7, não temos essa garantia, o que pode  ser mais um empecilho à luta pelo fortalecimento da Fundação, como destaca a diretora do Sindibancários/ES, Rita Lima.

“O resultado da eleição aponta um retrocesso na gestão da Funcef. Em um momento delicado como esse, de ataque ao nosso patrimônio, precisamos de unidade para salvar a Funcef. O resultado das eleições nos preocupa muito, já que os representantes eleitos se mantêm distantes das entidades representativas, o que pode enfraquecer a luta em defesa da Funcef. Mas reafirmamos nosso compromisso pelo fortalecimento da Fundação e vamos acompanhar de perto os atos desse grupo, para cobrar transparência na gestão, fim do voto de minerva e soluções eficazes para o déficit da Funcef”, enfatiza Rita.

Apoiada pelo Sindibancários/ES, a Chapa 4- Independência e Conhecimento na Funcef – recebeu 2.697 votos (3,8% do total). “Agradecemos os votos dos bancários e bancárias capixabas que confiaram em nossa Chapa. Apesar de não termos ganhado as eleições, saímos fortalecidos desse processo e vamos permanecer mobilizados em defesa de uma gestão transparente e democrática, que fortaleça a Funcef. Contamos com o apoio dos bancários e bancárias nessa luta pela preservação do nosso patrimônio”, agradece a diretora do Sindibancários/ES e integrante da Chapa 4, Lizandre Borges.

Votação

A segunda colocada foi a Chapa 6 – SOS FUNCEF – Quem mexeu no meu dinheiro? -, com 18.215 votos (25,7%).  As demais chapas tiveram o seguinte desempenho: Chapa 2, Gestão e Participação – 11.964 votos (16,8%); Chapa 5, FUNCEF pra Gente – 8.959 votos (12,6%); Chapa 1, Auditores de Olho na FUNCEF – 5.322 votos (7,5%); e Chapa 3 , Reage FUNCEF – 1.245 votos (1,7%). Votos em branco foram 459 e votos nulos foram 679.

Votaram 53.397 eleitores pelo SISRH da CAIXA, número correspondente a 58,32% dos 91.552 previstos para esse canal. Pelo 0800 foram 5.768 votantes e pela internet, 11.650, totalizando 17.418 votos computados pela Compuvox, número correspondente a 39,9% dos 43.650 eleitores esperados.

Conselheiros eleitos

O Processo Eleitoral 2016 renovou mandatos eletivos de um terço dos componentes do Conselho Deliberativo e de metade dos componentes eleitos do Conselho Fiscal. Portanto, foram escolhidos um conselheiro deliberativo e um conselheiro fiscal, com seus respectivos suplentes.

Os eleitos para o Conselho Deliberativo foram Luiz Henrique Muller (titular) e Antônio Schuck (suplente). Para o Conselho Fiscal foram eleitos Analia Miguel Anuisiewicz (titular) e Marta Turra (suplente). Pelo calendário do Processo Eleitoral 2016, a posse dos conselheiros eleitos será no dia 2 de junho.

Composição dos conselhos

O Conselho Deliberativo é composto de seis membros titulares e seus respectivos suplentes. Três conselheiros titulares e três suplentes são eleitos pelos participantes e três titulares e suplentes são indicados pela patrocinadora.

O Conselho Fiscal é composto de quatro membros, dois titulares e suplentes eleitos pelos participantes e dois titulares e suplentes indicados pela patrocinadora.

As eleições de conselheiros acontecem a cada dois anos, para mandatos de quatro anos. Em um dos pleitos são eleitos dois terços dos conselheiros deliberativos e metade dos conselheiros fiscais e, no outro, elege-se um terço dos membros do CD e metade dos membros do CF.

A composição paritária dos conselhos Deliberativo e Fiscal começou a ser adotada em 2002. Trata-se de uma conquista dos participantes e suas representações associativas e sindicais, bem como de um marco para a democratização e modernização da governança da Fundação. O passo seguinte foi a instituição da paridade também na Diretoria Executiva, em 2006.

Com informações da Funcef.

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