CNFBB: Cassi e Previ estão entre as prioridades dos empregados do BB

A minuta e os eixos estratégicos foram definidos no 29º Congresso Nacional dos Funcionários do BB

Mesa com entidades do funcionalismos do BB debateu importância de fortalecer papel social do banco (Foto: Contraf)

Melhores condições de trabalho nas agências e nos escritórios digitais, contratação de mais empregados, defesa da Cassi, manutenção do Acordo Coletivo, não aplicação da reforma trabalhista. Essas são algumas das reivindicações dos bancários do BB para a mesa específica de negociação da Campanha Nacional 2018.

A minuta e os eixos estratégicos foram definidos no 29º Congresso Nacional dos Funcionários do BB (CNFBB), que aconteceu nos dias 07 e 08 de junho, em São Paulo, como parte do calendário de organização da Campanha Nacional.

A diretora do Sindicato Evelyn Flores fala sobre o cenário em que se inicia a Campanha e sobre a necessidade de mobilização do funcionalismo do banco. “Faremos uma campanha sob um marco legal absolutamente novo, a primeira após a reforma trabalhista, que pode jogar por terra todos os direitos que conquistamos. Por isso, temos que fortalecer nossa resistência e fazer uma greve real, forte, unificada, que mobilize todos os segmentos do banco, dos caixas aos gerentes”, diz.

Cassi

Defender a Cassi e garantir a manutenção do plano de forma sustentável foram orientações destacadas no encontro. Os bancários do BB tiraram como resolução a rejeição da proposta do banco para a Cassi, que quebra a solidariedade e penaliza os menores salários; e a rejeição da proposta da consultoria Accenture, contratada pelo banco, que apresenta em seu relatório modelos de governança que incluem no nível diretivo gestores externos ao corpo de associados. Os empregados do BB também definiram ampliar a luta contra as resoluções 22 e 23 da CGPAR, que estabelecem novos parâmetros de governança e de custeio para os planos de saúde de autogestão.

Previ

Sobre a Previ, as reivindicações centrais são a revisão da tabela PIP no Plano Previ Futuro, para melhoria do benefício, e a inclusão na mesa de negociação dos planos de saúde e previdência dos bancos que foram incorporados ao BB.

É importante a unidade da categoria e uma mobilização ampla, pra gente conseguir avançar na defesa dos nosso direitos, a necessidade de uma participação mais ampla na Campanha nacional etc.

Organização

Apesar de reconhecer a importância do encontro, a delegação capixaba criticou o formato proposto. “Nos anos anteriores tínhamos grupos temáticos que permitiam maior aprofundamento do debate de eixos fundamentais, como Cassi, Plano de Cargos e Salários e organização do movimento. A substituição desses grupos por mesas gerais acabou priorizando o debate de alguns temas, como Cassi e Previ, mas outros pontos importantes ficaram limitados”, afirma Derik Bezerra, diretor do Sindicato.

Outro ponto de crítica foi a indicação de uma moção em apoio ao nome de Lula como presidente do Brasil. “Temos que denunciar o golpe e a parcialidade da justiça na condução dos processos envolvendo os políticos no país, mas tirar uma moção em apoio a uma candidatura específica fragiliza a independência e a autonomia que o movimento sindical teve ter diante dos processos eleitorais”, salienta o diretor.

Moções e resoluções políticas

O 29º CNFBB também aprovou as seguintes moções e resoluções políticas: apoio à posse de Paula Goto, representante eleita na Diretoria de Planejamento da PREVI;  moção de repúdio contra as práticas antissindicais do Banco do Brasil e moção de repúdio ao gerente executivo João Gimenez, que fez ataques aos representantes eleitos nas entidades sindicais em sua página pessoal do Facebook; e moção de repúdio ao ataque e perseguição ao companheiro Sebastián Romero, que sofre perseguições na Argentina.

Com informações da Contraf

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