Com escassez de empregados, Caixa continua líder em queixas de clientes

Pelo quarto mês consecutivo, a Caixa ocupa o primeiro lugar no topo da lista dos bancos com maiores índices de reclamações de clientes. De acordo com o levantamento do Banco Central, divulgado na última segunda-feira, 16, a Caixa conta com 77,78 milhões de clientes e recebeu em outubro 863 reclamações consideradas procedentes. Com isso, registrou […]

Pelo quarto mês consecutivo, a Caixa ocupa o primeiro lugar no topo da lista dos bancos com maiores índices de reclamações de clientes. De acordo com o levantamento do Banco Central, divulgado na última segunda-feira, 16, a Caixa conta com 77,78 milhões de clientes e recebeu em outubro 863 reclamações consideradas procedentes. Com isso, registrou um índice de reclamações de 11,09. Em setembro, esse índice foi de 10,88.

O crescente índice de reclamação da Caixa é um dos resultados da escassez de empregados no banco. Somente neste ano, cerca de 3 mil trabalhadores foram desligados da Caixa por meio do Plano de Apoio à Aposentadoria (PPA).

“A falta de empregados é uma realidade em todas as agências da Caixa e prejudica trabalhadores e clientes. Se por um lado cresce o número de bancários adoecidos devido à sobrecarga de trabalho e pressão por metas, por outro sofrem os clientes que enfrentam longas filas e recebem um atendimento precário. Apesar da Caixa ter negado a contratação de mais empregados nas negociações deste ano, a categoria deve continuar mobilizada e pressionar o banco a contratar mais empregados”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES, Lizandre Borges.

Terceirização

O levantamento do Banco Central também revela como a terceirização dos serviços relacionados à cartão de crédito intensifica ainda mais a precarização do atendimento aos clientes. Segundo o BC, a maior parte das reclamações da Caixa (355) ocorreu por “irregularidades relativas a integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços relacionados a cartões de crédito”.

“Está mais do que comprovado que a terceirização não traz nenhum benefício para os trabalhadores e clientes. Essa é apenas mais uma maneira que o banco utiliza para aumentar seu lucro, mesmo que para isso clientes e trabalhadores sejam penalizados”, destaca Lizandre.

Números

Na segunda posição no ranking, aparece o Bradesco, com índice de queixas de 9,19, enquanto em setembro registrou 9,28. O Itaú Unibanco manteve a terceira posição, com 426 reclamações e índice de 7,16. O HSBC Brasil, que está sendo comprado pelo Bradesco, subiu da quinta para a quarta posição no ranking de reclamações, com 83 queixas e ficando com índice de 6,54. O Santander Brasil encerra a lista dos cinco mais reclamados, com índice de 6,34.

Para construir o ranking, o BC divide os bancos entre aqueles com mais de dois milhões de clientes e os com menos de dois milhões. São considerados clientes aqueles com depósitos (contas correntes e poupanças) cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com operações de crédito e outros tipos de depósitos não cobertos pelo FGC. Para chegar ao índice que define a posição no ranking de reclamações, o BC computa o número de reclamações procedentes, divide pelo número de clientes da instituição financeira e multiplica por um milhão.

Com informações da Fenae.

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