Greve cresce na região metropolitana e interior

No interior do Estado o número de agências fechadas passou de 91 para 123. A greve nacional dos bancários começou na última terça-feira, 06, com 7.359 agências fechadas em todo o país – 255 só no Espírito Santo. A adesão bateu recorde no primeiro dia de paralisação e os bancários arrancaram nova negociação com a Fenaban para a sexta-feira (09), às 11 horas, em São Paulo.

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A greve da categoria tem 205 agências paralisadas no Espírito Santo. Os dados desta quinta, 08, desconsideram as agências de Vitória, fechadas em função do feriado municipal que comemora os 465 anos da capital. Por isso, em números gerais, o balanço é menor que o do dia 06, quando começou a greve, que teve 255 agências fechadas, mas mostra que o movimento paredista se expandiu principalmente no interior e demais municípios da região metropolitana.

No interior do Estado o número de agências fechadas passou de 91 para 123, sendo 35 da Caixa, 24 do Banestes, 49 do Banco do Brasil, 3 do Banco do Nordeste e 12 de bancos privados (2 Santander, 4 Bradesco, 4 Itaú, 2 HSBC).

Na região metropolitana, são 81 agências fechadas, das quais 18 são da Caixa, 33 do Banestes, 18 do Banco do Brasil e 12 de bancos privados.

Nova negociação

A greve nacional dos bancários começou na última terça-feira, 06, com 7.359 agências fechadas em todo o país nesta terça-feira – 255 só no Espírito Santo. A adesão bateu recorde no primeiro dia de paralisação, e os bancários arrancaram nova negociação com a Fenaban para a sexta-feira (09), às 11 horas, em São Paulo.

Entre as reivindicações dos bancários estão a reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, combate às metas abusivas, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização, mais segurança, melhores condições de trabalho. A defesa do emprego também é prioridade, assim como a proteção das empresas públicas e dos direitos da classe trabalhadora.

Os trabalhadores rejeitaram a proposta apresentada pela Fenaban no dia 29 de agosto, de 6,5% de reajuste nos salários, PLR e auxílios refeição, alimentação e creche, mais abono de R$ 3 mil. A oferta não cobre sequer a inflação do período, projetada em 9,57% para agosto deste ano e representa perdas de 2,8% para os bancários. Além disso, a proposta não reflete o lucro dos bancos, que chegou R$ 29,7 bilhões no primeiro semestre de 2016. greve-2016-cachoeiro2

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