Comando Nacional dos Bancários avalia movimento de greve nesta quinta

O Comando Nacional dos Bancários se reúne novamente nesta quinta-feira, 3, às 14 horas, em São Paulo, para avaliar o movimento de greve, que já paralisa mais de 11 mil agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em todo o País. No Espírito Santo, são 248 agências fechadas. “Não há ainda nenhuma proposta […]

O Comando Nacional dos Bancários se reúne novamente nesta quinta-feira, 3, às 14 horas, em São Paulo, para avaliar o movimento de greve, que já paralisa mais de 11 mil agências e centros administrativos de bancos públicos e privados em todo o País. No Espírito Santo, são 248 agências fechadas.

“Não há ainda nenhuma proposta da Fenaban em relação à pauta da categoria, mostrando que a postura dos banqueiros continua autoritária e intransigente. A expectativa dos bancários e da população é de que os bancos ajam com responsabilidade e se disponham a negociar com o Comando Nacional. Esperamos também que os bancos federais, controlados pelo governo Dilma, tomem um posicionamento nas negociações. Juntos, Banco do Brasil e Caixa representam um terço da comissão de negociação da Fenaban”, afirma Carlos Pereira de Araújo (Carlão) coordenador geral do Sindicato dos Bancários/ES, que integra o Comando.

A única proposta feita pelos bancos foi no dia 5 de setembro, há quase um mês. Rejeitada pelos bancários em assembleias realizadas em todo o país no dia 12, a proposta de 6,1% repõe apenas a inflação do período e ignora as demais reivindicações econômicas e sociais da categoria.

A greve foi deflagrada no dia 19, quando os bancários fecharam 9.015 agências e centros administrativos em todo o país. O movimento vem crescendo dia após dia, atingindo 11.016 dependências nesta terça-feira, 01, o 13º dia de paralisação.

 As principais reivindicações dos bancários

– Reajuste salarial de 11,93%.

– PLR: três salários mais R$ 5.553,15. 

– Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese). 

– Auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional). 

– Melhores condições de trabalho, fim das metas e do assédio moral. 

– Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas. 

– Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários. 

– Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação. 

– Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários. 

– Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias; contratação de pelo menos 20% de negros e negras.

 

Com informações da Contraf

Imprima
Imprimir