Comando Nacional se reúne hoje com Fenaban para nova negociação

Reunião será a partir das 14 horas, em São Paulo. Bancários aguardam nova proposta que atenda as reivindicações da categoria, caso contrário, greve continua.

Nesta terça-feira, 13, o Comando Nacional dos Bancários volta a se reunir com a Fenaban, em São Paulo, a partir das 14 horas. No último encontro, os bancos propuseram um reajuste de apenas 7% no salário, na PLR e nos auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3,3 mil. A proposta continua não cobrindo a inflação do período, calculada em 9,62% em agosto (INPC), e representa uma perda de 2,39% para cada bancário e bancária. A proposta foi rejeitada pelo Comando ainda na mesa de negociação.

Para pressionar os bancos, a greve da categoria continua crescendo. Na última segunda-feira (12), sétimo dia da paralisação, 11.531 agências e 48 centros administrativos ficaram paralisados. O número representa 48,97% de todas as agências do Brasil. A mobilização cresceu 15%, na comparação com a sexta-feira (9). No Espírito Santo, 26 foram fechadas, 12 a mais do que o registrado na última sexta, e 70 a mais quando comparado ao primeiro dia da greve, iniciada em 6 de setembro.

“Os bancários estão em luta por dignidade. É inexplicável e inadmissível que o setor que mais lucra no país se recuse a apresentar uma proposta digna para a categoria, que valorize seus empregados e proporcione melhores condições de trabalho. É por isso que estamos lutando. Os bancários estão adoecidos, física e psicologicamente em função do estresse, da cobrança de metas e da sobrecarga. E os clientes estão insatisfeitos com as altas tarifas e a dificuldade no atendimento. Os bancos podem mudar essa situação, mas só estão preocupados em aumentar os seus lucros”, enfatiza Jonas Freire, coordenador geral do Sindicato.

Principais reivindicações dos bancários:

  • Reajuste salarial: reposição da inflação (9,62%) mais 5% de aumento real.
  • PLR: 3 salários mais R$8.317,90.
  • Piso: R$3.940,24 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).
  • Vale alimentação no valor de R$880,00 ao mês (valor do salário mínimo).
  • Vale refeição no valor de R$880,00 ao mês.
  • 13ª cesta e auxílio-creche/babá no valor de R$880,00 ao mês.
  • Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.
  • Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
  • Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.
  • Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.
  • Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários.
  • Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs).
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