Começa greve nacional dos bancários

Os bancários de bancos públicos e privados de todo o país entraram em greve nacional a partir desta terça-feira, 30, por tempo indeterminado. Em assembléias realizadas na noite desta segunda, 29, os sindicatos ratificaram a decisão do dia 25 de setembro, quando a greve foi aprovada, e rejeitaram a nova proposta apresentada pela Fenaban no […]

Os bancários de bancos públicos e privados de todo o país entraram em greve nacional a partir desta terça-feira, 30, por tempo indeterminado. Em assembléias realizadas na noite desta segunda, 29, os sindicatos ratificaram a decisão do dia 25 de setembro, quando a greve foi aprovada, e rejeitaram a nova proposta apresentada pela Fenaban no último sábado, 27, que elevou o índice de reajuste de 7% para 7,35% (0,94% de aumento real) para os salários e demais verbas salariais e de 7,5% para 8% (1,55% acima da inflação) no piso.

“Nossa greve não é só por salário. A proposta da Fenaban, além insuficiente nas cláusulas econômicas, ignora as reivindicações sobre emprego e condições de trabalho, principalmente as relacionadas a metas e assédio moral, segurança e igualdade de oportunidades, essenciais nessa Campanha Nacional. Os bancos continuam lucrando bilhões a custa do trabalho bancário e se recusam a negociar. Por isso estamos em greve, por valorização, respeito e dignidade para bancários e clientes”, diz Carlos Pereira de Araújo (Carlão), coordenador geral do Sindicado dos Bancários/ES, que integra o Comando Nacional da categoria representando a Intersindical.

Somente os seis maiores bancos (Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Santander e HSBC), que somados detêm mais de 85% dos ativos do sistema financeiro e empregam mais de 90% dos bancários, tiveram lucro líquido de R$ 56,7 bilhões em 2013 e mais R$ 28,5 bilhões no primeiro semestre deste ano.

“Esses lucros são reflexo da exploração dos bancários. A pressão e a cobrança de metas têm gerado um adoecimento cada vez maior entre a categoria. Só em 2013, 18.671 bancários foram afastados por motivo de doenças do trabalho. Um crescimento de 40,41% em relação a 2009, sendo mais da metade dos casos por transtornos psicológicos”, destaca Carlão.

Veja as principais reivindicações da Campanha Nacional 2014

  • Reajuste salarial de 12,5%.
  • PLR: três salários mais R$ 6.247.
  • Piso: R$ 2.979,25 (salário mínimo do Dieese em valores de junho).
  • Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
  • Melhores condições de trabalho, com o fim das metas e do assédio moral que adoecem os bancários.
  • Emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PL 4330 na Câmara Federal, do PLS 087 no Senado e do julgamento de Recurso Extraordinário com Repercussão Geral no STF.
  • Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
  • Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.
  • Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos; instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências; e fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.
  • Igualdade de oportunidades para todos, colocando fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência.
  • Estatização do Sistema Financeiro
  • Redução das taxas de juros e tarifas

 

Com informações da Contraf

 

 

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