Comissão de Empregados do Bradesco apresenta pauta de reivindicações ao banco

Além de apresentar reivindicações da pauta específica, como plano de cargos e salários, segurança bancária, fim do assédio moral e das demissões, os trabalhadores cobraram um posicionamento em relação à manutenção dos empregos dos trabalhadores do HSBC

A Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco se reuniu com representantes da instituição financeira na quinta-feira, 09, em São Paulo, e entregou a pauta de reivindicações específicas dos funcionários do Bradesco, aprovada no Encontro Nacional dos Funcionários dos Bancos Privados. Entre os itens da pauta específica estão plano de cargos e salários, segurança bancária, fim do assédio moral e das demissões, entre outros.

Ao ser criticado pelo grande número de demissões e pela falta de contratações, o banco negou que isso vem ocorrendo. De acordo com o Bradesco, as demissões são causadas por troca qualitativa ou relacionadas ao desempenho, pedidos de demissão e aposentadorias. Para o diretor do Sindicato dos Bancários/ES, Fabrício Coelho, o banco não demonstrou transparência durante a reunião.

“O Bradesco oculta que, na verdade, o que está por trás das demissões e da falta de contratações é uma reestruturação desnecessária, haja vista a rentabilidade do banco e o consequente sacrifício dos trabalhadores para o novo cenário de maior precarização”, afirma Fabrício. Quanto à rentabilidade, Fabrício destaca que no primeiro trimestre de 2016 o lucro líquido do Bradesco foi de R$ 4,113 bilhões. Porém, de dezembro de 2015 a março deste ano foram extintas 1.466 vagas de trabalho.

HSBC

Na quarta-feira, 08, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, com restrições, a aquisição de 100% do capital do HSBC Brasil pelo Bradesco. A operação, contudo, fica condicionada à celebração de um acordo em controle de concentrações (ACC) que inclui melhorias nos indicadores de portabilidade de conta-salário, operações de crédito e qualidade. Além disso, o banco fica impedido de adquirir qualquer outra instituição financeira por 30 meses a partir da assinatura do acordo. A operação foi aprovada por unanimidade. Com a aprovação, o Bradesco iniciará a negociação de preços com o HSBC.

Diante disso, durante a reunião também foi discutida a compra do HSBC pelo Bradesco, principalmente no que diz respeito à questão da manutenção do emprego e dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras. Entretanto, os representantes do banco não deram uma resposta concreta em relação à questão, limitando-se a dizer que não está realizando reestruturações em virtude da incorporação e que não está “apenas comprando um banco ou um negócio, mas assumindo pessoas e um capital humano”.

“Diante da ausência de posicionamento do Bradesco sobre a manutenção dos empregos, é perceptível que o cenário que estamos vivendo requer muita mobilização dos trabalhadores para que possamos defender nossos direitos”, diz Fabrício.

Com informações da Contraf

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