Comunidade cobra readmissão de professora em Santa Maria

Somos todos professora Ana Rosa. Esse foi o lema que mobilizou a comunidade escolar de Santa Maria de Jetibá em protesto contra a demissão injustificada da professora Ana Rosa Rodrigues

Um protesto contra a demissão da professora Ana Rosa Rodrigues de Souza mobilizou a comunidade escolar da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Graça Aranha, no município de Santa Maria de Jetibá.

Colegas de trabalho, alunos, ex-alunos, além de mães e pais dos estudantes se reuniram na Câmara de Vereadores na última segunda-feira, 28, para questionar a rescisão de contrato com a professora, que atuava há 33 anos na unidade. Ela trabalhava em regime de designação temporária (DT) e teve o contrato encerrado sem justificativa pela Secretaria de Educação, há apena três meses do fim do ano letivo.

O protesto aconteceu no horário da sessão na Câmara de Vereadores e a comunidade teve espaço da tribuna para falar sobre o caso. Os vereadores se sensibilizaram e decidiram por consenso montar uma comitiva para dialogar com a Secretaria de Estado da Educação e tentar reverter a rescisão contratual. A comissão esteve na Sedu já nesta terça, 29, mas não conseguiu ser recebida pelo secretário Haroldo Rocha, que estava em viagem, segundo foram informados os membros da comitiva. Eles conversaram com outro profissional da Secretaria que se comprometeu a encaminhar a pauta ao secretário.

Pais e alunos também protocolaram na Sedu um pedido de informações sobre a motivação da suspensão da professora. Ana era uma referência para a comunidade e fez parte do processo de educação de gerações de famílias locais. Atualmente, lecionada para crianças na faixa de sete anos, na turma do 2º ano do ensino fundamental. Algumas delas estão resistentes em voltar para a escola após a saída da educadora.

Sessão na Câmara de Vereadores ficou lotada. Comunidade escolar buscou apoio do legislativo

“Mandar um profissional embora com o ano letivo em curso é um prejuízo para a comunidade e o ambiente escolar. Os pais e as crianças estão revoltados. E não há justificativa. O diretor da escola não sabe qual o motivo, o superintende regional de educação não sabe qual o motivo, portanto é justo que a comunidade se mobilize” afirma Carlos Pereira de Araújo (Carlão), que foi ao ato prestar solidariedade em nome dos bancários e da Intersindical.

Ana Rosa sempre atuou nos movimentos de luta pela educação pública de qualidade e pela valorização do profissional da educação.

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