Conferência Estadual dos Bancários debate conjuntura política e econômica

Bancárias e bancários capixabas participam da Conferência Estadual da categoria até o próximo domingo, 20.

O ataque aos direitos dos trabalhadores e à democracia brasileira foram temas do primeiro debate da Conferência Estadual das Bancários e Bancários capixabas , na manhã desta sexta-feira, 20. O painel contou com a participação do deputado federal do Psol, Chico Alencar, e o ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, André Moreira. A Conferência ocorre até domingo, 22, no Hotel Praia Sol, em Nova Almeida.

A conjuntura política e econômica nacional foi analisada pelo deputado Chico Alencar. Durante sua fala, o deputado fez um breve resgate histórico da formação política e social brasileira e destacou como as lutas dos trabalhadores são fundamentais para a preservação e conquista de direitos.

“Temos uma conjuntura bem especifica e contraditória. Isso porque o a ascensão do PT ao poder nacional representou uma novidade, mas esse projeto vive também o seu esgotamento, O período em que o PT esteve no poder trouxe a incorporação de algumas demandas de segmentos populares. Mas, por outro lado, houve uma aposta na possibilidade de conciliação de classe. O que não podia ser feito foi feito e desmobilizou as forças sociais de mudança”, avaliou Alencar.

Conferencia-Estadual-Chico-Alencar

O processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff é parte desse esgotamento da era PT, e levou ao poder o vice presidente, Michel Temer (PMDB). “Temos um Congresso com bancada do agronegócio, da bíblia fundamentalista, dos banqueiros, das Fiespes. E Michel Temer (PMDB) vem com um programa de ajuste fiscal para ser aplicado com Rigor, um programa de governo que era de Aécio Neves e que perdeu nas urnas nas últimas eleições”, destacou Alencar.

Cenário capixaba

A ameaça ao Banestes Público e Estadual e a forte relação de dependência entre a classe política e econômica foram alguns dos principais pontos abordados por André Moreira ao analisar a conjuntura estadual.

Conferencia-

“Paulo Hartung inicia seu terceiro mandato forjando uma crise econômica, já que dessa vez ele não tem inimigo comum. Esse governo vem descaradamente com disposição para privatização, ameaça o Banestes público estadual e já iniciou a privatização do sistema do ensino com a implantação do Programa Escola Viva. Por isso, para nós resta analisar esse cenário, avaliar quais possibilidades temos e enfrentar com disposição esse momento grave não apenas no cenário nacional , mas também no Espírito Santo”, frisou Moreira.

Resistência e luta

Diante das inúmeras ameaças aos direitos históricos dos trabalhadores e a pauta do governo em curso, com propostas que violam os direitos dos povos indígenas, intensifica as privatizações e libera a terceirização, é preciso garantir a unidade da classe trabalhadora para barrar esse processo.

“Vivemos uma conjuntura de sinais trocados e cartas embaralhadas. no país. Mas onde há opressão há resistência. Portanto, tem muita luta em curso, tem muita novidade positiva na sociedade brasileira. Nossa capacidade está sendo muito testada. Mais do que nunca estamos numa quadra de resistência, é preciso ter unidade nas lutas, mas com afirmação de identidade naquilo que pode nos fazer avançar nos direitos dos povos”, destacou Chico Alencar.

Mesa de abertura

Representantes de diversas entidades sindicais e organizações sociais, como a Intersindical, Fejunes, Movimento dos Sem Terra (MST), CSP-Conlutas, Coletivo Rua, Comitê Estadual Pela Auditoria da Dívida Pública, comunidade indígena Gurarani e o Sindilimpe participaram da mesa de abertura da Conferência.

Durante a solenidade de abertura, o coordenador geral o Sindibancários/ES, Jessé Alvarenga, falou sobre a importância da mobilização dos bancários e bancárias na Campanha Salarial deste ano.

“Em 2015, já tentaram impor um arrocho salarial e neste ano vão tentar novamente. Os projetos que estão no Congresso Nacional serão acelerados. Mas, não tenho dúvidas de que terá resistência. Talvez tenhamos que mudar a estratégia, porque o embate será longo nesta conjuntura complicada. Mas tenho certeza que estaremos mobilizados e lutando contra mais esse ataque”, enfatizou Jessé.

 

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