Conferência Interestadual dos Bancários/ES define propostas a serem encaminhas à nacional

Os bancários do Rio de Janeiro e Espírito Santo se reuniram no último sábado, 19, na cidade de Três Rios (RJ), para a Conferência Interestadual da categoria. Eles debateram as propostas da Campanha Salarial que serão encaminhadas à Conferência Nacional dos Bancários, que terá início na próxima sexta-feira, 25. Índice O índice de reajuste aprovado […]

Os bancários do Rio de Janeiro e Espírito Santo se reuniram no último sábado, 19, na cidade de Três Rios (RJ), para a Conferência Interestadual da categoria. Eles debateram as propostas da Campanha Salarial que serão encaminhadas à Conferência Nacional dos Bancários, que terá início na próxima sexta-feira, 25.

Índice

O índice de reajuste aprovado foi o 10% acrescido à taxa de inflação do período, defendida pela Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) e pelas correntes cutistas Fórum e CSD. A corrente Articulação Bancária, vinculada à CUT, que é majoritária no movimento sindical bancário, apresentou proposta ainda mais rebaixada, de apenas 5% mais a inflação do período, que foi rejeitada pelo plenário. Já a maioria da delegação capixaba defendeu a tese da Intersindical – aprovada na Conferência Estadual da categoria –, que prevê índice de 20,24%. A proposta teve apoio da CSP-Conlutas, mas não obteve maioria na votação.

Os delegados da Intersindical também defenderam as propostas de PLR linear de 25% e reposição das perdas salariais desde 1994 (FHC), que não foram aprovadas.

Fim das metas

A Conferência Interestadual aprovou a proposta de fim das metas, que agora será disputada na Conferência Nacional dos bancários. A proposta foi defendida pelo coordenador geral do Sindicato/ES, Carlos Pereira de Araújo (Carlão).

“A imposição de metas é uma forma de praticar assédio moral, um instrumento do capital e dos banqueiros que tem levado a um adoecimento geral da categoria. Por isso temos que ser contra todo o tipo de metas, e não apenas às metas abusivas, afinal, não há como definir qual meta é ou não abusiva. Para nós, toda imposição de metas é abusiva”, argumentou Carlão.

Unanimidade

Foram votadas por unanimidade as propostas de estatização do sistema financeiro; fim dos correspondentes bancários; adoção do piso do Dieese para a categoria bancária e a não reposição dos dias parados.

Eleições 2014

Durante a atividade, os bancários ligados à CUT propuseram apoio à candidatura da presidenta Dilma Roussef. A votação gerou o protesto das correntes que compõem o campo de oposição do movimento sindical bancário – Intersindical e CSP-Conlutas –, que se colocaram de costas para a mesa da plenária em repúdio à decisão.

Antes disso, os grupos de oposição haviam apresentado proposta de entrega de uma plataforma de reivindicações que representasse os bancários e demais trabalhadores a todos os candidatos que se reivindicam de esquerda, considerando pautas históricas da classe trabalhadora como fim do fator previdenciário; não à terceirização; fim das demissões imotivadas; reforma tributária que desonere os micro e pequenos empreendedores, entre outras.

“É um equívoco o movimento sindical tirar apoio político a uma candidatura sem que ela tenha se comprometido com a pauta da classe trabalhadora. O movimento sindical deve se manter autônomo, apresentando a sua pauta de reivindicações para todos os candidatos, e divulgando para a categoria aqueles que assumiram o compromisso com essa pauta”, explica Carlão.

Conferência Nacional começa no próximo sábado

Todas as propostas aprovadas na Conferência Interestadual serão encaminhadas à Conferência Nacional da categoria, que acontecerá de 25 a 27 de julho, em Atibaia, São Paulo, onde será definida a minutada para a Campanha Nacional dos Bancários 2014.

Principais eixos de campanha

Promoção de igualdade de oportunidades
Defesa da jornada de 6 horas
Fim das metas
Piso do Dieese
Defesa do emprego
Saúde do trabalhador
Segurança bancária
Isonomia
Fim da terceirização dos correspondentes bancários
Ampliação imediata do numero de empregados/as
Estatização do sistema financeiro

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