Conferência Nacional: bancários aprovam minuta de reivindicações

No último domingo, 02, os delegados e delegadas da 17ª Conferência Nacional dos Bancários/ES aprovaram a estratégia para a Campanha Salarial 2015 e a minuta de reivindicações nacional da categoria, que será entregue à Fenaban no próximo dia 11 de agosto, em São Paulo. Entre os eixos estão reajuste de 16%, piso salarial correspondente ao […]

No último domingo, 02, os delegados e delegadas da 17ª Conferência Nacional dos Bancários/ES aprovaram a estratégia para a Campanha Salarial 2015 e a minuta de reivindicações nacional da categoria, que será entregue à Fenaban no próximo dia 11 de agosto, em São Paulo. Entre os eixos estão reajuste de 16%, piso salarial correspondente ao salário mínimo do Dieese (R$ 3299,66 em junho), PLR de três salários mais parcela fixa de R$ 7.246,82, defesa do emprego, combate às metas e ao assédio moral e fim da terceirização.

No debate de índice, duas propostas dividiram o plenário. Artban defendeu os 16% de reajuste – proposta que foi aprovada –, enquanto a Intersindical e demais correntes (CSP Conlutas, CTB e CSD) apresentaram proposta unificada de índice de 20,63%, correspondente a inflação do período mais 10% de aumento real.

“Acreditamos que o índice de 16% não é compatível com a alta lucratividade dos bancos e com a inflação do período, que em algumas regiões já ultrapassa os 10%. A categoria não pode isentar o setor da economia que mais lucra de atender às suas reivindicações, cobrando um índice rebaixado”, argumenta Jessé Alvarenga, coordenador geral do Sindicato dos Bancários/ES.

A discussão de metas também foi criticada pelos setores de oposição. Novamente foi aprovada proposta de combater apenas as metas abusivas. “Acreditamos que toda imposição de metas é abusiva. Por isso defendemos o fim das metas. Devemos lutar contra esse instrumento que oprime os bancários diariamente nas agências, e não tentar negociar com o assediador a política de metas”, diz Jessé.

Apesar das divergências, o coordenador do Sindicato destaca que o momento é de unidade da categoria para fortalecer a Campanha Salarial e conseguir arrancar novas conquistas. “O sistema financeiro nacional é o que mais lucra no mundo, um lucro que vem da exploração do trabalhador bancário e da cobrança de juros e tarifas. Não existe crise para os banqueiros. Por isso, vamos iniciar essa Campanha empenhados em garantir tudo o que é de direito da categoria”, salienta o diretor.

A Conferência nacional aconteceu de 31 de julho a 02 de agosto no Hotel Holiday Inn Parque Anhembi, em São Paulo. Participaram do evento 667 delegados, sendo 219 mulheres e 448 homens, além de 42 observadores.

Confira as fotos

Principais reivindicações aprovadas na Conferência

Remuneração

-Reajuste salarial de 16% (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real)
-PLR: 3 salários mais R$7.246,82 
-Piso do Diesse: R$3.299,66 (junho/2015).
-Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

Emprego

-Fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.
-Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
-Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

Segurança

-Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários. 

Igualdade de oportunidades

-Fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transsexuais e pessoas com deficiência (PCDs).

Com informações da Contraf

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