Congresso Nacional do BB concentra debate no desmonte dos bancos públicos

Debates sobre a Campanha Salarial e a conjuntura nacional não foram muito aprofundados

Entre os dias 30 de junho e 02 de julho aconteceu o 28º Congresso Nacional dos Funcionários do BB (CNFBB), em São Paulo, que reuniu trabalhadores e trabalhadoras do Banco do Brasil de todo o país. A delegação capixaba também marcou com presença com os delegados e delegadas eleitos no Congresso Estadual dos Bancários do BB e da Caixa, realizado no auditório do Sindicato dos Bancários/ES em junho.

Para a diretora do Sindibancários, Goretti Barone, o evento foi importante para reafirmar a defesa dos bancos públicos e organizar os trabalhadores e trabalhadoras contra os ataques, possibilidades de privatização ou enfraquecimento dessas instituições financeiras. Além disso, estavam alinhados com o momento de reestruturação pelo qual o banco passa. Contudo, alguns debates feitos nos grupos não foram muito aprofundados.

“O tempo para debate nos grupos ficou muito reduzido. Faltou tempo para discutir, por exemplo, a conjuntura nacional, seus impactos dentro dos bancos e como elas podem impedir que as instituições financeiras possam de fato cumprir o papel que um banco público deve cumprir”, diz Goretti.

Os bancários e bancárias se dividiram quatro grupos nos quais debateram os seguintes temas: (Grupo 1) desmonte do BB, análise de balanço, fechamento de agências e aumento de tarifas; ; (Grupo 2)digitalização, o banco do futuro e a precarização do emprego; (Grupo 3) emprego, carreira e igualdade de oportunidades e (Grupo 4) terceirização, pejotização e os impactos no BB.

Uma das deliberações 28º Congresso Nacional dos Funcionários do BB foi a realização do Encontro Nacional de Saúde e Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil. O evento terá como objetivo debater sobre as questões da Cassi e da Previ.

Campanha Salarial 2017

De acordo com o diretor do Sindibancários, Derik Bezerra, o congresso proporcionou pouca possibilidade de alterar a minuta do ano passado e deliberou reivindicações como Eleições gerais, diretas já; não à terceirização, fora Temer e não às reformas trabalhista e da Previdência como motes da Campanha Salarial deste ano.

“No que diz respeito a questões mais amplas, o congresso deixou a desejar. Deveríamos ter discutido de forma aprofundada qual o papel do BB nesse acordo de dois anos, o que a gente vai negociar. Não foi tirado um apontamento direto sobre o papel do BB nesse processo”, destaca Derik.

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