Contra a vontade da maioria dos brasileiros, Senado aprova PEC 55

Foram 53 votos favoráveis e 16 contra a PEC que vai impor 20 anos de retrocesso nas políticas públicas

Como um trator, o Senado Federal passou por cima de inúmeras manifestações populares e aprovou em segundo turno a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55. O placar final que derrotou a população brasileira, que terá que amargar 20 anos de grave retrocesso das políticas públicas, foi de 53 votos a favor e 16 contra. A previsão é que a PEC 55, conhecida como PEC da Morte, seja promulgada nesta quinta-feira, 15.

O presidente golpista Michel Temer comemorou sua vitória no Senado, apesar de pesquisas de opinião terem revelado que apenas 25% dos brasileiros concordam com a PEC, e de milhares de trabalhadores ocuparem as ruas. Os senadores também rejeitaram as propostas de emendas à PEC 55 de retirada das áreas da saúde, educação e do salário mínimo.

Além disso, Renan Calheiros (PMDB-AL) violou a Constituição e o processo legislativo, ao abrir três sessões extraordinárias num mesmo dia, para contar prazo regimental que permitisse a votação PEC 55. Foi essa a argumentação que levou a oposição a recorrer ao Supremo Tribunal Federal – que, mais uma vez, como na ditadura, nada fez.

“Em todo o país aconteceram várias manifestações contrárias a PEC 55 (241), que uniram trabalhadores e estudantes. Ao aprovar a PEC, o governo foi totalmente antidemocrático, não ouviu a voz das ruas. Com a aprovação desse projeto de emenda constitucional, políticas públicas como a saúde e a educação, que já são precarizadas, ficarão ainda mais sucateadas”, destaca o coordenador geral do Sindicato dos Bancários/ES, Jonas Freire.

Polícia reprime manifestantes

Além de não ouvir a voz das ruas, como afirmou o coordenador geral do Sindibancários, o Governo Temer também a reprimiu. Em Brasília, mais de 70 manifestantes foram detidos, além de terem sido recebidos com bombas, balas de borracha e spray de pimenta por parte das forças de segurança como forma de impedir o acesso à Esplanada dos Ministérios.

 

Com informações da Contraf e do Brasil de Fato

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