Cresce o número de agências fechadas no segundo dia da greve dos bancários

Passou de 185 para 228 o número de agências bancárias fechadas no Espírito Santo nesta quarta-feira, 01, segundo dia da greve dos bancários. Também permanecem fechados os prédios do Centro de Processamento de Dados (CPD) do Banestes, do Banco do Brasil da Pio XII e do Bandes, além de 4 departamentos da Caixa. “O aumento […]

Passou de 185 para 228 o número de agências bancárias fechadas no Espírito Santo nesta quarta-feira, 01, segundo dia da greve dos bancários. Também permanecem fechados os prédios do Centro de Processamento de Dados (CPD) do Banestes, do Banco do Brasil da Pio XII e do Bandes, além de 4 departamentos da Caixa.

“O aumento no número de agências fechadas mostra a força e a união dos bancários capixabas na mobilização para que a Fenaban volte à mesa de negociação e apresente propostas que atendam aos anseios da categoria e da sociedade. Demonstra também a indignação com a intransigência da Fenaban em não atender as reivindicações”, avalia o coordenador geral do Sindicato dos Bancários/ES, Carlos Pereira de Araújo, o Carlão.

Na Grande Vitória todas as agências da Caixa estão fechadas. No Banestes, são 45, o que corresponde a 80,36%. Os bancos privados que estão fechados correspondem a 8 unidades do Santander, 9 do Bradesco, 8 do Itaú, 3 do HSBC, 1 do Safra e 1 do Banco Mercantil do Brasil. No interior, estão fechadas 35 agências da Caixa Econômica, 10 do Banestes, 32 do Banco do Brasil, 2 do Banco do Nordeste e 4 de bancos privados, sendo 1 do Santander, 1 do Bradesco e 2 do Itaú.

Mais de 6 mil agências fechadas em todo o Brasil

De acordo com dados da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), cerca de 6572 agências e centros administrativos de bancos públicos e privados foram fechados em todo o Brasil no primeiro dia da greve dos bancários, que teve início na terça-feira, 30. Esse número corresponde a 6,95% a mais do que no primeiro dia de greve do ano passado.

Veja as principais reivindicações da Campanha Nacional 2014

• Reajuste salarial de 12,5%.
• PLR: três salários mais R$ 6.247.
• Piso: R$ 2.979,25 (salário mínimo do Dieese em valores de junho).
• Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 724,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
• Melhores condições de trabalho, com o fim das metas e do assédio moral que adoecem os bancários.
• Emprego: fim das demissões e da rotatividade, mais contratações, proibição às dispensas imotivadas, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PL 4330 na Câmara Federal, do PLS 087 no Senado e do julgamento de Recurso Extraordinário com Repercussão Geral no STF.
• Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários.
• Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação.
• Prevenção contra assaltos e sequestros: cumprimento da Lei 7.102/83 que exige plano de segurança em agências e PABs, garantindo pelo menos dois vigilantes durante todo o horário de funcionamento dos bancos; instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento das agências; e fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários.
• Igualdade de oportunidades para todos, colocando fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência.
• Estatização do Sistema Financeiro
• Redução das taxas de juros e tarifas.

 

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