Criado Comitê em defesa da Caixa 100% pública. “A caixa não se vende!”

A luta em defesa da Caixa não para de crescer e conta, agora, com um Comitê Nacional pela manutenção da Caixa 100% pública. Essa foi uma das deliberações do Ato em Defesa da Caixa 100% Pública, realizado na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (25). A ideia é unificar e fortalecer as ações contra a proposta […]

A luta em defesa da Caixa não para de crescer e conta, agora, com um Comitê Nacional pela manutenção da Caixa 100% pública. Essa foi uma das deliberações do Ato em Defesa da Caixa 100% Pública, realizado na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (25). A ideia é unificar e fortalecer as ações contra a proposta de abertura de capital do banco. Além do Comitê, também foi lançado o manifesto “A Caixa não se vende”.

O ato também contou com a participação de diversas entidades representativas dos trabalhadores que atuam na Caixa e mostrou a união da categoria na luta pela Caixa 100% pública. Formado por representantes das centrais sindicais Intersindical, CTB, CSP-Conlutas, CUT e das entidades Contraf e Fenae, o Comitê já inicia seus trabalhos na próxima sexta-feira, 06, com uma reunião em Brasília. 

“A partir da criação do Comitê, serão traçadas ações estratégicas em defesa da Caixa a nível nacional. Além disso, vamos articular mobilizações aqui no Estado. A Caixa é dos brasileiros e deve permanecer assim. Devemos unir a população do campo, da cidade e os trabalhadores em defesa do nosso patrimônio”, enfatiza a diretora do Sindibancários/ES e bancária da Caixa, Lizandre Borges, que foi uma das representantes do Sindicato no ato.

Durante reunião do Comitê na próxima semana, será elaborado um calendário com novas mobilizações, no sentido de unificar e fortalecer o movimento. A Caixa é a principal articuladora das políticas públicas no Brasil e privatizá-la é entregar o patrimônio dos brasileiros à iniciativa privada.

“Não estamos defendendo o corporativismo dos bancários e das entidades representativas. Defender a empresa significa defender o Brasil”, destacou o diretor do Sindibancários/ES e membro da Direção Nacional da Intersindical, Idelmar Casagrande, que também participou do ato.

Manifesto

Ao final do evento na Câmara dos Deputados, foi aclamado o manifesto “A Caixa não se vende”. O texto, assinado pelas entidades e centrais sindicais presentes, dentre elas a Intersindical, destaca que “os clientes depositam nessa instituição secular suas esperanças e seus sonhos” e que “só a Caixa 100% pública pode ser uma ferramenta para o Estado brasileiro atuar no mercado financeiro no sentido da diminuição dos juros e do spread bancário”.

O manifesto diz ainda: “Vender o patrimônio do povo brasileiro para fazer superávit primário para pagar juros ao sistema financeiro é um filme que já vimos. Sabemos onde vai dar esse caminho equivocado: demissão, arrocho e, por fim, privatização, como ocorreu com os bancos estaduais no passado, sem que isso representasse uma solução duradoura para o Estado brasileiro”. E finaliza: “A inclusão social, o acesso à moradia, o planejamento urbano, enfim, todos esses valores que conferem dignidade ao povo brasileiro e que são a razão de ser da Caixa são valores inegociáveis. A Caixa é do povo. A Caixa não se vende”.

Frente Parlamentar

O ato foi organizado pela deputada federal, Erika Kokay (PT-DF), a Contraf e a Fenae, e vários parlamentares prestigiaram o evento na Câmara. O deputado federal Daniel Almeida (PCdoB-BA) anunciou que já está coletando assinaturas para formar uma Frente Parlamentar em Defesa da Caixa 100% Pública. “Não é tolerável se tente abrir o capital no momento em que o banco está em ampla expansão. A Caixa já sofreu outros ataques, e os empregados e a sociedade resistiram. Seremos capazes, mais uma vez, de evitar esse risco para o Brasil e para os trabalhadores”, enfatizou o parlamentar.

Também participaram do ato a senadora Fátima Bezerra (PT-RN) e os deputados federais Luiz Couto (PT-PB), Assis Carvalho (PT-PI), Chico Lopes (PCdoB-CE), Daivdson Magalhães (PCdoB-BA) e Luciana Santos (PCdoB-PE).

Também marcaram presença no ato a Associação Nacional dos Engenheiros e Arquitetos da Caixa (Aneac), Federação Nacional dos Gestores da Caixa (Fenag), Federação Nacional dos Aposentados da Caixa (Fenacef), Associal Nacional dos Advogados da Caixa (Advocef) e a Associação Nacinal dos Auditores Internos da Caixa (Audicaixa). Todos foram unânimes em defender a importância da Caixa continuar 100% pública, sempre a serviço do Brasil e dos brasileiros, e devem integrar a Frente Parlamentar que está sendo criada.

Com informações da Contraf e Fenae.

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