Crise não atinge bancos

Bancos continuam lucrando, apesar da crise econômica que assola o país

Os dois maiores bancos privados no Brasil – Itaú e Bradesco – anunciaram nesta semana “queda” no lucro líquido no primeiro semestre do ano. A aparente “redução” da lucratividade é resultado, principalmente, do aumento de custos com provisões para evitar calotes de grandes empresas e na diminuição da carteira de crédito para pessoa jurídica. No entanto, mesmo com essas alterações, os lucros dos bancos continuam na casa dos bilhões, tão altos como o número de demissões de bancários.

O balanço dos bancos desse trimestre apenas revalida o que revelou o de 2015: não há crise para bancos. O maior lucro entre as três instituições foi o do Itaú, de R$5,23 bilhões, um “tombo”, como alega o banco, de 9,9%. Já o Bradesco, anunciou lucro líquido de R$ 4,11 bilhões, um encolhimento de apenas R$ 3,8% em relação ao mesmo período de 2015. Na terceira posição está o Santander, que apresentou aumento de 1,7% no lucro, que foi de R$ 1,66 bilhões.

Demissões

No primeiro trimestre deste ano, mais de 2 mil postos de trabalho foram fechados pelos bancos.

“Apesar dessa aparente queda no lucro, os bancos continuam com alta rentabilidade. E quem paga essa conta são os trabalhadores, que sofrem com as demissões e sobrecarga de trabalho, e a população, que paga altos juros em cartões de crédito, cheque especial, empréstimos e outros serviços bancários. Estamos próximo à Conferência dos Bancários e esse é um dos principais espaços de articulação da categoria, momento em que definimos nossas estratégias para fazer frente a essa ofensiva contra os trabalhadores. Por isso, convidamos todos bancários e bancárias a participarem da Conferência”, destaca o coordenador geral do Sindibancários/ES, Jessé Alvarenga.

A Conferência Estadual das Bancárias e dos Bancários, cujo tema é “Tirem as mãos dos nossos direitos”, será realizada nos dias 20, 21 e 22 de maio, em Nova Almeida, na Serra. As inscrições estão abertas e prosseguem até o dia 16 de maio.

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