Debate sobre emprego vai abrir negociação da Campanha Nacional 2015

A primeira reunião de negociação da Campanha Nacional 2015 dos Bancários vai acontecer no dia 19 de agosto e terá como tema as reivindicações sobre emprego. Nesta terça-feira, 11, o Comando Nacional dos Bancários entregou à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em São Paulo, a minuta geral aprovada na 17ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada de […]

A primeira reunião de negociação da Campanha Nacional 2015 dos Bancários vai acontecer no dia 19 de agosto e terá como tema as reivindicações sobre emprego. Nesta terça-feira, 11, o Comando Nacional dos Bancários entregou à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), em São Paulo, a minuta geral aprovada na 17ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada de 31 de julho a 2 de agosto.

Neste ano, a categoria reivindica reajuste de 16%, valorização do piso salarial no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.299,66 em junho), PLR de três salários mais R$ 7.246,82, defesa do emprego, melhores condições de trabalho, fim da terceirização e combate às metas abusivas e ao assédio moral.

Bancos públicos

Além da minuta geral, os bancários entregaram hoje as pautas específicas para o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, aprovadas nos congressos dos empregados dos respectivos bancos. Na Caixa, as principais reivindicações são contratação de pessoal, melhoria das condições de trabalho, o fim do programa Gestão de Desempenho de Pes­soas (GDP) e o combate ao assé­dio moral e sexual. Entre as reivindicações dos funcionários do Banco do Brasil estão plano de cargos e salários com intervalos de 6%, fim do descomissionamento e da la­teralidade.

Banestes

Na sexta-feira, 14, vai acontecer a entrega da minuta de reivindicações ao Banestes. A proposta foi elaborada no Congresso Estadual dos Bancários, realizado em junho, em Guarapari, e será referendada nesta quarta-feira, 12, em assembleia às 18 horas, no Sindicato (Centro de Vitória). No Banestes, o reajuste salarial reivindicado deverá ser de 25,55%, sendo 9,17% referentes à inflação estimada do período (setembro de 2014 a agosto de 2015), e 15% referentes à lucratividade e à rentabilidade do seu patrimônio líquido.

Confira as principais reivindicações da minuta geral dos bancários

Reajuste salarial de 16%

PLR: 3 salários mais R$7.246,82 

Piso: R$3.299,66 (equivalente ao salário mínimo do Dieese em valores de junho último).

Tíquete, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$788,00 ao mês para cada (salário mínimo nacional).

Melhores condições de trabalho com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoecem os bancários.

Emprego: fim das demissões, mais contratações, fim da rotatividade e combate às terceirizações diante dos riscos de aprovação do PLC 30/15 no Senado Federal, além da ratificação da Convenção 158 da OIT, que coíbe dispensas imotivadas.

Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS): para todos os bancários.

Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós.

Prevenção contra assaltos e sequestros: permanência de dois vigilantes por andar nas agências e pontos de serviços bancários, conforme legislação. Instalação de portas giratórias com detector de metais na entrada das áreas de autoatendimento e biombos nos caixas. Abertura e fechamento remoto das agências, fim da guarda das chaves por funcionários. 

Igualdade de oportunidades: fim às discriminações nos salários e na ascensão profissional de mulheres, negros, gays, lésbicas, transexuais e pessoas com deficiência (PCDs). 

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