Defender a Caixa, Defender o Brasil: luta continua contra a reestruturação

Seminário "A Caixa é do Povo Brasileiro" lança campanha "Defender a Caixa, Defender o Brasil", que mantém a luta em defesa do patrimônio público e das estatais

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No seminário “A Caixa é do Povo Brasileiro”, promovido nesta terça-feira (03) pela CCE/Caixa, em Brasília, bancários e bancárias debateram a conjuntura política do país e as ameaças contra o patrimônio público, afirmando a manutenção da mobilização nacional por uma Caixa 100% pública e contra o desmonte promovido pelo programa “Caixa+Forte”.

Na atividade, foram destacados elementos conjunturais que atacam direitos dos trabalhadores, como o PL 4918, que cria o estatuto das estatais permitindo a abertura de capital de empresas públicas, e o “pacote de maldades” anunciado pelo vice-presidente Michel Temer caso assuma o governo após confirmação do golpe à presidente Dilma Roussef.

“Esses ataques, aliados a outros tantos projetos que circulam no Congresso nacional, apontam para um cenário difícil para os trabalhadores daqui pra frente. Mais do que nunca precisamos estar mobilizados para preservar direitos”, afirma Rita Lima, diretora do Sindibancários/ES presente em Brasília.

“Os bancários precisam se unir para impedir que Michel Temer e Eduardo Cunha dilapidem o Brasil. A ameaça à democracia é uma ameaça direta aos trabalhadores e à CEF”, completa Lizandre Borges, diretora do Sindicato que também compareceu ao evento.

A reestruturação do banco e o destino da Caixa também foram debatidos. A coordenadora da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), Fabiana Matheus, informou que, por e-mail, o banco assegurou que “não há cronograma ou definições para outras etapas”.

A mensagem foi interpretada como uma reafirmação da luta dos bancários contra o desmonte da CEF. A decisão, entretanto, não anula as medidas de desmonte já realizadas. “Continuamos nossa luta contra a reestruturação. Não aceitaremos as mudanças já implementadas e cobraremos a reversão das ondas que já atingiram diversos setores, como GIREC e GIPES”, salientou Rita.

O Seminário ainda colocou em discussão temas como a valorização dos trabalhadores, necessidade de retomada das contratações e os próximos desafios da categoria.

Acompanharam também a atividade em Brasília os diretores Giovanni Riccio, Renata Garcia e Vinícius Moreira da Silva.

A realização do seminário surgiu da reunião ampliada da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa), realizada em 13 de abril, com a presença de representantes dos sindicatos do Espírito Santo e do Maranhão.

Bancários fazem ato na matriz da Caixa contra desmonte e ameaças de privatização

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Em continuidade às atividades de defesa da Caixa, nesta quarta-feira, 4, lideranças sindicais de todo o país se reuniram em frente à Matriz, em Brasília, num ato em defesa da Caixa 100% pública e contra o desmonte do banco. No evento, foi lançada a campanha “Defender a Caixa, Defender o Brasil”, que dá prosseguimento à campanha em defesa da Caixa 100% pública.

A mobilização teve forte presença de lideranças sindicais de todo o Brasil, inclusive dos dirigentes do Sindibancários/ES, e colocou em questão a conjuntura política delicada em curso no país e o papel social da Caixa. A campanha enfatiza a mobilização nacional em defesa do banco.

“Temer já anunciou que irá ampliar as privatizações, a exemplo do setor de aviação, e esse ato foi um marco para intensificar a campanha que já vínhamos fazendo em defesa do patrimônio público. Temos que garantir uma unidade nacional em torno dessa bandeira”, enfatiza Rita Lima.

O diretor Vinícius Moreira, contudo, chamou a atenção para a importância de permanecer mobilizados mesmo sem a alternância de governo. “Independente de governos, o cenário traçado para os trabalhadores é de risco, de fragilização de direitos trabalhistas e do patrimônio público. Os bancários, como categoria nacional organizada, precisam estar cientes de que será necessário forte mobilização para resistir ao ataques que virão. Será preciso sair da zona de conforto, entrar em movimento, ocupar os espaços de disputa possíveis para defender aquilo que é nosso e que conquistamos a duras penas”, diz.

 

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