Déficit na Cassi é discutido em encontro nacional

A atual situação da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) foi debatida num encontro nacional de saúde realizado no dia 13 de março, em São Paulo. O diretor do Sindicato dos Bancários/ES, Thiago Duda, participou do evento representando a entidade e o Conselho de Usuários da Cassi no Espírito Santo. Estiveram […]

A atual situação da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi) foi debatida num encontro nacional de saúde realizado no dia 13 de março, em São Paulo. O diretor do Sindicato dos Bancários/ES, Thiago Duda, participou do evento representando a entidade e o Conselho de Usuários da Cassi no Espírito Santo. Estiveram presentes no evento, realizado pelos eleitos da Cassi, representantes de entidades sindicais, Contraf, associações e conselhos de usuários de diversas partes do país.

Segundo Thiago, um dos fatores positivos do evento foi a unidade de ação. “Diversas entidades de funcionários e aposentados, além de sindicatos, buscaram uma unidade. Isso é importante, pois em 2007 não foi assim e acabou fragilizando o movimento, fazendo com que o banco conseguisse impor um estatuto que não beneficia os funcionários e funcionárias do Banco do Brasil”, recorda o diretor do Sindibancários. Uma das consequências do ocorrido em 2007, de acordo com Thiago, é que a contribuição do Banco do Brasil para a Cassi deixou de ser obrigatoriamente 1,5 a contribuição dos associados e associadas.

“Em 2007 a contribuição do banco passou a ser de 4,5%. Isso dá margem para que o valor pago pelo trabalhador possa aumentar a ponto de se tornar maior do que o do banco. Até agora, a proposta do banco é manter sua contribuição em 4,5% e aumentar a dos bancários e bancárias. Não podemos aceitar isso.”, diz Thiago. Ele avalia que outro ponto positivo do encontro nacional foram as discussões sobre a necessidade de efetiva implementação do Programa de Saúde da Família.

“Está sendo retomada uma discussão antiga, que é sobre a concepção de saúde. Contudo, esse debate, que não foi levado a sério pelos dirigentes da Cassi, está retomando força agora por causa do momento crítico que a caixa de assistência está vivendo, que é de déficit operacional. O Programa de Saúde da Família é uma alternativa para dar sustentabilidade ao plano, pois atua pelo viés da prevenção, e não da cura da doença, o que diminui os gastos com o plano de saúde”, diz Thiago.

O sindicalista destaca, ainda, a necessidade do debate da Cassi vir acompanhado da discussão sobre o Plano de Cargos e Salários e o adoecimento provocado pelo cotidiano do trabalho bancário. “O salário dos bancários e bancárias do BB é baixo. Com o passar do tempo, não dá para cobrir os custos com o plano. Além disso, doenças laborais devem ser custeadas pelo banco, mas o que acontece é que, muitas vezes, com a falta de reconhecimento das doenças psíquicas como acidente de trabalho, os tratamentos acabam sendo ônus da Cassi”.

O diretor do Sindicato dos Bancários da Bahia e representante do Conselho de Usuários da Cassi na Bahia, Humberto Almeida, acredita que a diretoria da Cassi tem que ter um posicionamento. “Não basta dizer que há um déficit. A diretoria da Cassi tem que apresentar uma proposta, dizer que tipo de saída ela aponta nesse momento grave, como resolver o déficit. Até agora ela não mostrou seu posicionamento, mesmo depois de vários encontros”, diz Humberto.

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