Delegados sindicais da Caixa debatem conjuntura e avaliam Campanha

Diante do cenário atual, a organização dos trabalhadores é crucial para defender a Caixa 100% pública e os direitos da categoria

Delegados e delegadas sindicais da Caixa se reuniram nesta quinta-feira, 18, para debater a conjuntura política, econômica e social do país e avaliar a Campanha Nacional 2018. O encontro foi realizado no auditório do Sindicato e contou com a participação da economista e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Roberta Traspadini.

Durante sua fala, Roberta fez um resgate de marcos importantes da história do Brasil para explicar o cenário político e econômico atual.  Um dos pontos destacados pela economista foi a adesão do Brasil ao Consenso de Washington, em 1989, que impôs a abertura econômica das fronteiras, a flexibilização das leis trabalhistas e a submissão dos países latino-americanos às potências econômicas, com os EUA.

“Essa análise de conjuntura foi importante para entendemos o que está acontecendo hoje. O alvo atual são os movimentos de resistência organizados, como os sindicatos, os trabalhadores do campo, os coletivos negros, LGBT’s e os movimentos indígenas. É nossa luta contra a retirada de direitas e a defesa da democracia que está em jogo”, destaca a diretora do Sindibancários/ES, Lizandre Borges.

“Em meio a esse caos político, ter uma análise de conjuntura como foi feita com a Roberta nos dá uma direção do que pensar, como agir e o que fazer para enfrentar os problemas e desafios que vierem. Reafirmamos que esse é um momento delicado. Não sabemos qual será o resultado da eleição, mas independente do candidato que vencer as eleições, nós, trabalhadores e trabalhadoras, devemos nos manter  mobilizados para enfrentar os ataques à Caixa. Mas é  claro que se o projeto vencedor nas urnas for o do Bolsonaro,  enfrentaremos um risco muito maior de privatização da Caixa”, enfatiza o diretor do Sindibancários/ES, Igor Bongiovani .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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