Delegados sindicais debatem conjuntura e avaliam Campanha Salarial 2016

O debate aconteceu no encontro de delegados sindicais, ocorrido no Sindicato dos Bancários e que reuniu delegados sindicais do Banco do Brasil, Caixa e Banestes

Em encontro realizado pelo Sindicato dos Bancários/ES na quinta-feira, 27, delegados e delegadas sindicais da Caixa, Banco do Brasil e Banestes se reuniram na sede da entidade. Na parte da manhã eles fizeram uma análise de conjuntura e balanço da Campanha Salarial 2016. À tarde, os trabalhadores e trabalhadoras se reuniram para debater as questões específicas de cada instituição financeira.

Segundo o diretor do Sindibancários, Vinícius Moreira, foi unânime entre os delegados e delegadas sindicais que o acordo deste ano foi insuficiente, em virtude, por exemplo, do reajuste abaixo da inflação e do acordo econômico bianual. Contudo, eles destacam que a resistência da categoria forçou a negociação com os banqueiros e avaliam que a questão do acordo bianual requer a necessidade de uma nova forma de diálogo com a categoria para organizá-la.

“Debatemos que o fato do acordo econômico passar a ser de dois em dois anos não quer dizer que no ano que vem não há necessidade de fazer greve. Por isso, temos que encontrar formas de dialogar com a categoria para que ela compreenda isso. Outras pautas, como as de condições de trabalho e igualdade de oportunidades, há muito tempo sufocadas pelo banco, serão debatidas, e exigirão a nossa mobilização, além, é claro, de todos os ataques que a classe trabalhadora vem sofrendo”, diz Vinícius.

Encontros específicos

Durante o debate específico da Caixa, a diretora do Sindibancários, Lizandre Borges, alertou sobre medidas que precarizam as trabalhadoras e trabalhadores, como a RH 037, resolução que regulamenta a licitação de empresas para contratar bancários e bancárias temporários, já na perspectiva de que a terceirização das atividades fim seja aprovada no Brasil. Também destacou que essa medida faz parte do processo de privatização da instituição financeira.

“É importante que os delegados sindicais transmitam essas informações em seu ambiente de trabalho para que fortaleçam a mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras. Vamos arregaçar as mangas! Vamos falar para as pessoas que se não reagirmos a Caixa será apenas uma lembrança, como o Banestado, o Banerj. A Caixa existe porque sua privatização foi orquestrada num passado recente, mas nós resistimos. E se a gente não convencer nossos colegas de que devemos resistir, a Caixa vai ser coisa do passado”, destaca.

A delegada sindical da Caixa, Regina Célia Landin, recorda alguns ataques que presenciou nos 35 anos de dedicação à Caixa.

“Foram oito anos de congelamento de salário nos governos FHC. Depois, nos governos Lula e Dilma, essas perdas salariais não foram repostas”, recorda. Para o delegado sindical do Banco do Brasil, Lauro Francisco de Paula, o encontro de delegados sindicais proporciona a obtenção de informações importantes que devem ser repassadas para os colegas de trabalho.

“Aqui nós tomamos conhecimento de várias coisas que devemos debater na agência para que a categoria possa ter informações corretas sobre assuntos que interessam a ela”, salienta.

Igor Sousa Borges, delegado sindical do Banestes, avalia o encontro de delegados sindicais como positivo.

“É fundamental um espaço de avaliação da Campanha. Nosso maior problema é de mobilização dos trabalhadores. E nesse sentido, os delegados sindicais têm um papel fundamental porque estamos na base, diariamente com os bancários. Por isso, mais do que nunca os delegados sindicais devem ser protagonistas dessa mobilização dos trabalhadores”.

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