Depressão: o problema não é só seu

Intimamente ligada à organização do trabalho, doença deveria ser tratada de forma coletiva, facilitando a identificação e o combate a fatores de risco.

Onze milhões. Este é o número de pessoas afetadas pela depressão no Brasil, de acordo com dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No mundo, são cerca de 300 milhões de adoecidos.

Os sintomas mais comuns apresentados pelos pacientes são a predominância de um estado melancólico, dificuldade em executar tarefas cotidianas e aparente falta de interesse ou apatia, mas é importante lembrar que nem sempre são apresentadas manifestações visíveis, o que torna o diagnóstico delicado.

A doença vai além das questões biológicas – está intimamente ligada ao modo de vida e de organização de trabalho vigentes hoje. A atual onda de retiradas de direitos e de precarização das relações de trabalho contribuem para manter o constante clima de instabilidade e insegurança, fomentando o medo e o sentimento de vulnerabilidade.

A depressão, assim como os outros transtornos mentais, é tida como um problema individual e comumente tratada de modo isolado. Coloca-se sobre os ombros de cada pessoa afetada a carga de um problema sistêmico e com raízes mais profundas, quando os adoecimentos deveriam ser tratados de forma coletiva, facilitando a identificação e o combate a fatores de risco.

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