Dia da Consciência Negra leva capixabas às ruas na manhã desta quinta-feira, 20

Hoje, Dia da Consciência Negra, dezenas de capixabas marcharam nas ruas do Centro de Vitória. Com o tema “Acorde para essa luta você também”, o objetivo dos manifestantes foi mostrar à sociedade a importância da mobilização para enfrentamento dos altos índices de homicídio que recai sob a juventude negra no Estado e cobrar medidas efetivas […]

Hoje, Dia da Consciência Negra, dezenas de capixabas marcharam nas ruas do Centro de Vitória. Com o tema “Acorde para essa luta você também”, o objetivo dos manifestantes foi mostrar à sociedade a importância da mobilização para enfrentamento dos altos índices de homicídio que recai sob a juventude negra no Estado e cobrar medidas efetivas do Governo para superação desse fenômeno.

Esta foi a VI Marcha Estadual Contra o Extermínio da Juventude Negra organizada pelo Fórum Estadual de Juventude Negra do Espírito Santo (FEJUNES). A saída da manifestação foi em frente à Capitania dos Portos, e o encerramento do ato se deu em frente ao Palácio Anchieta. No final, uma pauta de reivindicações foi deixada no Palácio para o Governador Renato Casagrande, com demandas que já foram apresentadas em ocasiões anteriores e novas demandas identificadas pelo movimento negro.

O secretário de cultura do Sindicato dos Bancários/ES, Derik Bezerra Machado, esteve presente na marcha e ressaltou que o debate sobre o fim do extermínio da juventude negra é uma necessidade. “Esse é um problema e grave e evidente no nosso Estado, não é a toa que vemos nos jornais diariamente como a juventude negra sofre, é violentada e morta. O Sindicato dos Bancários compreende essa realidade e apoia iniciativas que buscam reverter esse quadro”.

Derik lembra ainda que a realidade do negro também é desigual dentro das agências bancárias, e precisa ser muito debatida. Na semana passada, os diretores do Sindicato participaram de um fórum nacional sobre a Visibilidade Negra no Sistema Financeiro. “Nos bancos estaduais e federais os negros até conseguem entrar, mas dificilmente alcançam cargos de gerência. Já nos bancos privados, a situação é mais crítica, e as escolhas de contratação seguem claramente um padrão de beleza que não é o do negro”, comentou.

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