Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher contará com atividades na Praça Costa Pereira

Em Vitória, o 25 de novembro, Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher, será marcado por uma série de atividades que serão realizadas na Praça Costa Pereira, no Centro. É que nesta data o Fórum de Mulheres do Espírito Santo, juntamente com outros movimentos sociais e entidades de classe, entre elas, o Sindicato […]

Em Vitória, o 25 de novembro, Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher, será marcado por uma série de atividades que serão realizadas na Praça Costa Pereira, no Centro. É que nesta data o Fórum de Mulheres do Espírito Santo, juntamente com outros movimentos sociais e entidades de classe, entre elas, o Sindicato dos Bancários/ES, denunciará, por meio de intervenções, as diversas formas de violência cometidas contra as mulheres, principalmente as negras, em virtude do mês da Consciência Negra.

A concentração começa às 15h30. A partir das 16h acontecerá uma vigília, além de dinâmicas relembrando a trajetória de várias mulheres que foram vítimas de violência. “O objetivo é mostrar que em nossa sociedade toda e qualquer mulher pode se tornar vítima de violência e, também, encorajar todas a denunciar”, afirma a integrante do Fórum de Mulheres, Mariana Gava. Das 18h às 20h será realizado o Tabelaço, atividade por meio da qual serão denunciadas as formas de violência sofridas pela mulher negra, especificamente.

“A violência atinge todas as mulheres, mas as negras sofrem ainda mais, não somente no que diz respeito à agressão física, mas também outros tipos de agressão. A imposição de um padrão de beleza que vai ao encontro da estética branca, que obriga a mulher negra a ter que alisar o cabelo para se sentir bonita, por exemplo, também é uma violência”, afirma Mariana Gava. Para a diretora do Sindicato dos Bancários/ES, Lucimar Barbosa, a participação da entidade nesse tipo de atividade é fundamental.

“Não devemos nos omitir diante de uma realidade tão alarmante. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada, entre 2009 e 2011 o Brasil registrou 16,9 mil mortes de mulheres por conflito de gênero. A maioria delas foi assassinada pelos seus parceiros. Em relação ao Espírito Santo, trata-se do Estado mais violento para as mulheres. Nesse mesmo período, a taxa de mortes femininas aqui foi de 11,24 para cada 100 mil mulheres, bem acima da média do país, que é de 5,82. Diante disso o Sindicato deve contribuir para denunciar e ajudar a mudar essa realidade”, afirma Lucimar.

Origem do Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher

Esse dia de luta tem sua origem em 1960, na República Dominicana, quando foram assassinadas as irmãs Mirabal. Elas eram líderes de um grupo de oposição à ditadura de Trujillo. O assassinato, das irmãs, conhecidas como “Las Mariposas”, causou uma reação popular que culminou na morte do ditador e deu origem ao Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher.

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