Dia Nacional de Luta termina com marcha pela Reta da Penha

Em Vitória, o Dia Nacional de Luta Contra a Retirada de Direitos, ocorrido no dia 10 de novembro, terminou com uma manifestação que saiu da Ufes rumo à Petrobras, reunindo sindicatos, movimentos sociais e estudantes

Na sexta-feira, 10, foi o Dia Nacional de Luta Contra a Retirada de Direitos. Em Vitória as manifestações aconteceram na parte da manhã e no final da tarde, quando os manifestantes começaram a concentração a partir das 17h, no Teatro Universitário, na Ufes. De lá eles seguiram rumo à Petrobras, mas antes fizeram um ato em frente à Findes. O protesto contou com sindicatos de diversas categorias profissionais, movimentos sociais e estudantes.

Manifestantes na Reta da Penha

O Dia Nacional de Luta Contra a Retirada de Direitos ocorreu na véspera da reforma trabalhista entrar em vigor. Contudo, durante as manifestações também foram destacados o fim do investimento na educação e na saúde, com a “PEC do fim mundo”, que limita o orçamento público por 20 anos; a privatização das empresas brasileiras, como a Caixa e o Banco do Brasil; e a reforma da Previdência, que deve ser votada em breve sem nenhum diálogo com a classe trabalhadora e que também retira direitos.

“Estamos juntos, sindicatos, movimentos sociais, estudantes, pois é preciso a união da classe trabalhadora, já que sabemos o tamanho dos prejuízos que as reformas e outras iniciativas do governo Temer trarão para todos e todas”, diz o coordenador geral do Sindicato dos Bancários/ES, Jonas Freire.

O Sindibancários marcou presença no Dia Nacional de Luta Contra a Retirada de Direitos

O bancário Alexandre Gourlat Alves, que trabalha na Caixa, foi um dos trabalhadores do sistema financeiro que fizeram questão de participar da manifestação.

“É importante estar aqui porque os reflexos das medidas do governo Temer já atingem a Caixa, por exemplo, com a possibilidade de mudança de estatuto e uma possível privatização”, explica.

Entre os movimentos sociais presentes estava o Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM). Uma das lideranças do movimento Maria Clara da Silva faz uma breve análise de como o desmonte dos bancos públicos vem prejudicando a aquisição da casa própria por parte da população de baixa renda.

“A gente tinha dado alguns avanços na política habitacional. Na Caixa, por meio do Programa Minha Casa Minha Vida, o Movimento Nacional de Luta pela Moradia conseguia crédito para construir casas populares, não somente as empresas. Agora ficou tudo restrito para as construtoras. Quanto à reforma trabalhista, que agora passa a valer, temos que mostrar nossa indignação com essa mudança na lei, que foi feita sem diálogo com a sociedade”, diz.

Maria Clara durante a concentração, na Ufes

Durante a manifestação foi feito um ato em frente à Findes, por ser uma das apoiadoras das reformas do Governo Temer e do golpe que colocou o presidente ilegítimo no poder.

“A Findes representa o empresariado. Vamos lembrar que o governo Temer está articulado com os deputados estaduais, federais, senadores e com o governo Paulo Hartung, que beneficia os grandes empresários com as isenções fiscais e apoia as reformas para beneficiar ainda mais esse grupo”, diz o diretor do Sindibancários Jessé Alvarenga.

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