Dia Nacional dos Aposentados: celebrar as conquistas e lutar em defesa da Previdência pública

No dia 24 de janeiro, o Sindibancários/ES parabeniza a todos os aposentados e aposentadas e convoca todos os trabalhadores a se empenharem na luta em defesa da Previdência Social

Neste dia 24 de janeiro, o Sindibancários/ES comemora o Dia Nacional dos Aposentados e parabeniza a todos os trabalhadores e trabalhadoras aposentados. Em meio a inúmeros ataques à Previdência Social, esse é um dia importante para reafirmar a luta contra toda e qualquer proposta de reforma da Previdência que retire direitos dos trabalhadores.

Milhões de trabalhadores hoje aposentados foram os responsáveis pela construção e o desenvolvimento social e econômico do Brasil. Na categoria bancária, os trabalhadores foram os principais responsáveis pelo crescimento dos bancos públicos, que são fundamentais para a execução de políticas públicas do país, principalmente nas áreas da educação, habitação, saneamento básico e do desenvolvimento agrícola.

“Parabéns a todos os aposentados e aposentadas que dedicaram anos de suas vidas à construção de um país melhor. De forma especial, agradecemos os bancários e bancárias aposentados, que muito contribuíram também com a conquista dos direitos da categoria. O momento também é de reafirmar nossa luta em defesa dos nossos direitos e da Previdência pública. Nos bancos públicos, nossa luta também é pela preservação do Saúde Caixa, da Cassi e da Banescaixa, conquistas históricas dos bancários”, parabeniza a diretora do Sindibancários/ES, Rita Lima.

Histórico

A lei que criou o Dia Nacional dos Aposentados é de 1981. Foi instituída pelo Congresso Nacional por iniciativa do então deputado federal Benedito Marcílio. Essa data foi escolhida porque nesse mesmo dia, em 1923, ocorreu a assinatura da lei Eloy Chaves, que criou, na época, a caixa de aposentadorias e pensões para os empregados de todas as empresas privadas das estradas de ferro, base do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS).

Em defesa da Previdência

A reforma a Previdência tem sido colocada como premissa básica para fazer o Brasil sair da crise. O coro sobre o “rombo” da Previdência ecoa do governo, de deputados do Congresso, da grande mídia, de banqueiros e grandes empresários. No entanto, o “déficit da Previdência” não passa de uma conta fraudada apresentada pelo governo de Temer ao longo desses anos.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência realizada pelo Senado entre abril e outubro de 2017 provou que o sistema previdenciário brasileiro é superavitário. A CPI constatou que o superávit da Previdência, entre 2000 e 2015, foi de R$ 821.739.000.000,00 (bilhões). Atualizado pela taxa Selic esse valor seria hoje de R$ 2.127.042.463.220.76 (trilhões).

A CPI também demonstrou que o desfalque nos cofres da Previdência vem, principalmente, dos desvios de dinheiro de empresas privadas e públicas.  De acordo com os dados levantados pela CPI, nos últimos 20 anos, deixaram de entrar nos cofres da Previdência mais de R$ 3 trilhões devido a desvios, sonegações, dívidas, apropriação indébita pelas empresas e desvinculação de receitas do sistema previdenciário. Esse valor atualizado passaria hoje dos R$ 6 trilhões.

Não há justificativa, portanto, para uma reforma que corte ainda mais direitos, aumente a idade mínima ou limite ainda mais o valor do benefício. Qualquer proposta de reforma que venha a ser apresentada deve enfrentar e dar fim aos verdadeiros privilégios do sistema previdenciário:

  • Fim das desonerações
  • Punição para os empregadores que praticam a apropriação indébita
  • Fim das DRU’s
  • Cobrança das dívidas das empresas devedoras
  • Fechamento do cerco contra a sonegação

 

 

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