Direção do Banco do Brasil contesta eleição de Juliana Donato e fere princípios democráticos

Em março os bancários e bancárias do Banco do Brasil elegeram com mais de 27 mil votos a candidata Juliana Donato, apoiada pelo Sindicato dos Bancários/ES, para o Conselho de Administração do BB (Caref). Entretanto, a direção do banco quer passar por cima de um processo eleitoral democrático questionando a eleição de Juliana na Justiça […]

Em março os bancários e bancárias do Banco do Brasil elegeram com mais de 27 mil votos a candidata Juliana Donato, apoiada pelo Sindicato dos Bancários/ES, para o Conselho de Administração do BB (Caref). Entretanto, a direção do banco quer passar por cima de um processo eleitoral democrático questionando a eleição de Juliana na Justiça do Trabalho. Para isso, o BB o pediu revogação da medida liminar que garantiu a candidatura da representante eleita.

 

A liminar foi expedida pela Justiça do Trabalho depois que o BB tentou impedir, por meio de processo administrativo, que Juliana concorresse ao cargo. Somadas, essa já é a quarta vez que o banco contesta a decisão da justiça, sem sucesso nas tentativas anteriores.  Após a vitória na eleição, Juliana recebeu uma suspensão por 20 dias decorrente do processo administrativo imputado pela Diretoria Corporate Bank em virtude de sua atuação como delegada sindical, quando denunciou o processo de reestruturação da área internacional do BB que prejudicou bancários no país inteiro e resultou, inclusive, no fechamento da Gerência de Comércio Exterior no Espírito Santo.  A firmeza de sua atuação contribuiu para fortalecer a mobilização dos empregados do BB contra esse ataque aos trabalhadores e trabalhadoras.

A postura da direção do Banco do Brasil não é um simples ataque à Juliana, mas representa uma afronta à organização sindical e um atentado ao processo democrático, como explica a diretoa do Sindicato dos Bancários/ES, Goretti Barone. “Percebe-se claramente que o BB vem adotando práticas antissindicais para minar e enfraquecer a organização dos trabalhadores. A atual direção apregoa que o BB se situa entre as melhores empresas para se trabalhar, porém, cresce a cada dia o nível de adoecimento entre os bancários, revelando uma grande contradição com o discurso do banco. O mesmo acontece em relação à readequação dos quadros das unidades; o banco acaba de reduzir o número de trabalhadores que já é escasso”. 

Segundo Goretti, a mobilização é a forma mais eficiente de garantir a democracia e o exercício da atividade sindical, que é um direito conquistado com muita luta.  “O Banco do Brasil vem mostrando uma postura autoritária e truculenta. Os bancários e bancárias do BB devem se unir para combater o autoritarismo da diretoria do banco, inclusive, denunciar isso para as entidades de defesa dos trabalhadores. Vamos travar uma árdua batalha para que o BB tenha de fato um compromisso com o desenvolvimento do Brasil”, conclui.

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