Diretora de cooperativa do Itaú é reintegrada após demissão irregular

Por ordem da Justiça do Trabalho, a bancária Adriana Terezinha Neves Daltoé, do Itaú, foi reintegrada ao trabalho na tarde desta terça-feira, 12. A ação em defesa da bancária foi movida pelo Sindicato dos Bancários/ES após demissão sem justa causa, em dezembro de 2015. Terezinha é diretora da Cooperativa dos Bancários do Itaú, estando, portanto, […]

Por ordem da Justiça do Trabalho, a bancária Adriana Terezinha Neves Daltoé, do Itaú, foi reintegrada ao trabalho na tarde desta terça-feira, 12. A ação em defesa da bancária foi movida pelo Sindicato dos Bancários/ES após demissão sem justa causa, em dezembro de 2015.

Terezinha é diretora da Cooperativa dos Bancários do Itaú, estando, portanto, resguardada pelo artigo 55 da Lei nº 5764/71, que equipara os dirigentes de cooperativas aos dirigentes sindicais para efeitos das garantias previstas no artigo 543 da CLT, que garante estabilidade no emprego para dirigentes sindicais ou representantes de associações profissionais por até um ano após o término do mandato, salvo em casos de demissão por justa causa.

Esse é o segundo caso de reintegração garantido pelo Sindicato após demissões irregulares no Itaú. Entre 2013 e 2016, já foram nove casos de reintegração semelhantes. Mais seis bancários capixabas possuem ação ajuizada pelo Sindibancários/ES com pedido de reintegração e aguardam julgamento.

“O Itaú continua no ranking com os maiores lucros de bancos. Esse lucro é fruto da dedicação de seus empregados, e a contrapartida do banco é a demissão e a imposição da rotatividade. Isso gera uma insegurança permanente no local de trabalho e interfere na qualidade do atendimento ao cliente. A prática do banco é imoral, significa a hiperexploração dos bancários, dos clientes, com demissões e assédio. Contraditoriamente, o Itaú trabalha com o slogan “isso muda o mundo”, e muda mesmo, pra pior”, diz Carlos Pereira de Araújo, diretor do Sindicato dos Bancários/ES.

Demissões são crescentes

Em 2015, o Itaú registrou o maior lucro anual da história, de R$ 23,8 bilhões, cifra que representa um aumento de 15,6% em relação ao resultado do ano anterior, superando seu próprio recorde de 2014.

No entanto, o banco cortou 2.711 postos de trabalho. Só no Espírito Santo, de janeiro a dezembro de 2015, 45 bancários foram demitidos.

Segundo o Dieese, O Itaú encerrou o ano de 2015 com 83.481 empregados no país, com redução de 2.711 postos de trabalho em relação a 2014. Foram abertas 63 agências digitais e foram fechadas 120 agências físicas no país no ano (sendo 3.816, em dezembro de 2015).

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