Encontro Nacional de Funcionários dos Bancos Privados debate reformas e retirada de direitos

Participam do evento bancários e bancárias do Itaú, Brasdesco, Santander, Banco Mercantil do Brasil e Bic Banco, entre eles uma delegação do Sindibancários

Começou na terça-feira, 06, em São Paulo, o Encontro Nacional de Funcionários dos Bancos Privados de 2017. Participam do evento bancários e bancárias do Itaú, Brasdesco, Santander, Banco Mercantil do Brasil e Bic Banco, entre eles uma delegação do Sindicato dos Bancários/ES. O Encontro, que termina na quinta-feira, 08, tem como objetivo discutir estratégias de mobilização para enfrentar as retiradas de direitos que atingem toda a população, com enfoque nas reformas trabalhista, da Previdência e na Lei da Terceirização.

No evento estão sendo debatidas pautas gerais e específicas de cada banco. A mesa de abertura contou com a presença de representantes das comissões de empregados de bancos privados e sindicalistas, como Edson Carneiro, o Índio, da Intersindical.

“O capital da direita está dividido entre tirar Temer com a eleição indireta e deixar o Temer com as reformas. Estamos criando uma aliança por Diretas Já para garantir os nossos direitos. Temos um desafio muito importante com esse encontro: organizar a greve geral do dia 30 de junho em defesa dos direitos e constituir um grande movimento para reestabelecer a democracia. Vamos sair daqui mais unificados para impor Diretas Já e para que o povo possa decidir um novo rumo e uma nova reforma tributária para que a classe trabalhadora possa viver com dignidade”, afirma Índio.

Segundo o diretor do Sindibancários, Iracélio Lemos, a escolha dos temas debatidos foi correta.

“Debater as reformas, as retiradas de direitos, é algo urgente e necessário. É o foco da nossa luta atual para garantir as conquistas que a classe trabalhadora alcançou. Aqui no Encontro é perceptível que entre os bancários de bancos privados de todo o país há uma angústia diante dos ataques aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, mas há também a consciência da necessidade de mobilização”, diz.

Durante a quarta-feira, 07, a programação conta com apresentação de informações técnicas sobre as reformas trabalhista e da Previdência e um panorama sobre o uso de tecnologias nos bancos elaborados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em seguida, o Comando Nacional dos Bancários apresentará as estratégias da Campanha Nacional de 2017 e das ações sindicais nesta conjuntura de ataques aos direitos. Na quinta-feira, 08, durante todo o dia os bancários e bancárias debaterão pautas específicas de cada instituição financeira.

Debate de gênero

As mulheres certamente estão entre as mais prejudicadas pelas reformas do governo ilegítimo de Temer. A reforma trabalhista, por exemplo, permite que gestantes e lactantes trabalhem em condições insalubres.

“Quando se debate as reformas e a retirada de direitos é necessário, crucial, debater a questão de gênero. Contudo, não consta na programação do evento essa temática. As reformas vão impactar de forma negativa principalmente as mulheres. Além disso, a categoria bancária é formada por um público feminino muito grande que acaba não se sentindo representado com a ausência desse tipo de discussão”, destaca a diretora do Sindibancários, Lindalva Firme.

Com informações da Contraf

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