Diretoria da Cassi quer aprovar novo aumento para a coparticipação

Foi aprovado pela direção da Caixa de Assistência pacote de medidas que será votado pelo Conselho Deliberativo nesta sexta, 14. Proposta inclui aumento dos percentuais de coparticipação, que podem chegar a 30% nos exames e 50% nas consultas

Após perder votação sobre alteração estatutária, a direção do Banco do Brasil e da Cassi já se movimentam no sentido de aumentar a arrecadação do plano onerando os associados. Foi aprovado na última reunião da diretoria da Cassi, no dia 04, um pacote de medidas com corte de gastos e reajustes.

Entre a mudanças está o aumento do percentual pago pelos empregados, que, se aprovado, passará de 20% para 30% no caso dos exames, e de 40% para 50% nas consultas. As propostas devem ser submetidas à votação do Conselho Deliberativo nesta sexta-feira, 14.

“É mais um ônus para os trabalhadores, sem nenhuma contrapartida do banco. E a forma como a proposta está sendo conduzida é autoritária, novamente sem debate com os associados. A direção da Cassi e a do banco não discutem, tentam impor”, destaca Goretti Barone, diretora do Sindibancários/ES.

Goretti também critica a falta de transparência. “Por que as pautas da diretoria executiva e do Conselho Deliberativo não são divulgadas com antecedência? Os associados têm o direito de saber o que está sendo discutido, e já que se trata de um plano de autogestão, que tem a participação dos trabalhadores, eles precisam ser envolvidos no debate”, pondera.

Circula também informação de que no pacote estaria previsto ainda uma mudança no critério de cobrança da coparticipação, segundo a qual, caso o percentual pago pelo empregado sobre o procedimento médico exceda o teto de 1/24 avos do salário, a diferença não seria mais custeada pelo plano, mas descontada do próprio empregado nos meses subsequentes.

A mudança no critério é explicada pelo seguinte exemplo hipotético:

O funcionário X, que ganha 5.000 reais, faz uma ressonância magnética que custa 1.500 reais. Com a coparticipação em 20%, cabe ao funcionário pagar 300 reais. Com o limitador de 1/24 avos sobre o salário, equivalente a 4,16%, o funcionário tinha descontados apenas os 208 reais.

Pelo novo critério proposto, ficam pendentes os 92 reais restantes, que serão cobrados nos meses subsequentes.  Com isso a contribuição dos empregados vai subir exponencialmente. Muitos vão estar sempre no teto da coparticipação, pagando mais de 8% do salário.

 

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