Edital de concurso do BB não prevê plano de saúde

O BB coloca em prática a Resolução 23 da CGPAR. Essa iniciativa acarretará no aumento do déficit da Cassi, fazendo com que a caixa de assistência se inviabilize.

No dia 07 de março, o Banco do Brasil publicou um edital para contratação de 30 escriturários para trabalhar em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Porém, o edital não prevê plano de saúde nem plano odontológico. Com essa atitude, a instituição financeira está colocando em prática a Resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR).

O diretor do Sindicato dos Bancários/ES Thiago Duda explica que essa medida acarretará no aumento do déficit da Cassi, fazendo com que a caixa de assistência se inviabilize.

“A partir do momento que para de entrar trabalhadores no banco que não estão inseridos nos moldes atuais da Cassi, a caixa de assistência acaba recebendo cada vez menos contribuições. Com o tempo a média de idade dos trabalhadores associados ao plano vai aumentando. Soma-se a isso o achatamento salarial e o adoecimento absurdo dos bancários e bancárias por causa das péssimas condições de trabalho. Tudo isso pode consolidar o desmonte da Cassi”, diz Thiago.

Segundo a diretora do Sindibancários Evelyn Flores, a Resolução 23 permite, por exemplo, a redução da participação das empresas no custeio dos planos, o aumento da contribuição dos empregados e o pagamento por dependentes, o que prejudica também os trabalhadores e trabalhadoras que ingressarem no banco por meio do atual concurso público.

“A Resolução 23 estabelece um teto de gasto por parte da empresa com o plano de saúde do trabalhador. Caso o gasto supere esse teto o custo adicional será jogado todo em cima dos bancários e bancárias. Pode chegar uma hora em que o valor do plano estará tão alto para o empregado, que ele terá que recorrer para um plano de mercado”, explica.

“As empresas públicas estão seguindo a risca as normas estabelecidas pela resolução 23. Temos que combater essa atitude do banco, que além de ser uma afronta às nossas conquistas divide o funcionalismo em castas, em grupos que terão determinados benefícios e outros não, ferindo a isonomia”, diz a diretora do Sindicato dos Bancários/ES Goretti Barone.

Imprima
Imprimir