Eleições 2014: Sindicato mantém autonomia

Às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, que acontece no dia 26 de outubro, o Sindicato dos Bancários/ES vem a público reafirmar sua autonomia perante partidos políticos, governos e patrões. Nosso compromisso é com a defesa dos interesses dos bancários e bancárias e da classe trabalhadora. Nesse sentido, o Sindicato/ES, como entidade, não apóia […]

Às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, que acontece no dia 26 de outubro, o Sindicato dos Bancários/ES vem a público reafirmar sua autonomia perante partidos políticos, governos e patrões. Nosso compromisso é com a defesa dos interesses dos bancários e bancárias e da classe trabalhadora. Nesse sentido, o Sindicato/ES, como entidade, não apóia nenhuma candidatura.

Qualquer dirigente sindical que declare sua intenção de voto ou atue em defesa qualquer candidato está manifestando uma posição individual e exercendo um direito cívico como eleitor. Suas posições em nenhum momento representam a posição da diretoria da instituição, que se mantém, por princípio e prática política, autônoma em relação a qualquer candidatura, seja em âmbito do poder executivo ou legislativo.

Defendemos o voto consciente, crítico, e, para qualquer candidato, o cumprimento de uma plataforma de reivindicações que atendam as necessidades da população e da classe trabalhadora, a partir das seguintes premissas:

  • Mudança da política econômica. Redução dos juros, fim do superávit primário, auditoria da dívida pública. Fim da política de metas de inflação, estabelecimento de metas de emprego, metas de bem estar social, metas de políticas sociais universais e de qualidade. Ampliação do crédito e redução drástica do spread bancário;
  • Fim da precarização do trabalho e da terceirização. Não ao PL 4330; Fim da criminalização dos movimentos sociais;
  • Adoção da Convenção 158 da OIT e fim da rotatividade no emprego; Valorização do salário mínimo;
  • Defesa da previdência pública e universal. Fim do fator previdenciário;
  • Reforma tributária que estabeleça a progressividade dos impostos. Taxação das grandes fortunas e heranças; Fortalecer os bancos e fundos públicos, reorientando os investimentos para os setores estratégicos, diminuindo as taxas de juros, exigindo contrapartidas sociais, trabalhistas e ambientais em todos os investimentos;
  • Gestão democrática dos bancos públicos federais;
  • Reforma agrária popular;
  • Arquivamento da PEC 215 que impede a demarcação das terras indígenas e quilombolas. Revisão das mudanças no Código Florestal;
  • Investimentos de 10% do PIB exclusivamente na educação pública e estatal, com valorização substancial dos trabalhadores da educação;
  • Investimento de 10% da arrecadação bruta na saúde pública, fortalecimento do SUS 100% público e estatal. Fim das privatizações e terceirizações na área;
  • Construção de casas e apartamentos e destinação dos espaços urbanos vazios para a moradia popular de forma a acabar com o déficit habitacional e garantir moradia digna para todos;
  • Investimentos nos transportes coletivos de massa com controle estatal e público.
  • Fim do trabalho escravo e forçado;
  • Liberdade e igualdade de direitos entre homens e mulheres. Garantir mecanismos de salário igual para trabalho igual. Combate à violência contra as mulheres, denunciando a falta de recursos e equipamentos públicos para efetivar a Lei Maria da Penha e garantir uma vida sem violência para as mulheres;
  • Combate à discriminação de negros/as, indígenas, LGBT, pessoas com deficiências. Combate à homofobia e o genocídio da juventude negra e pobre;
  • Desmilitarização das polícias;
  • Democratização dos meios de comunicação;
  • Garantia do direito de Organização por Local de Trabalho;
  • Direito pleno de negociação, organização e greve aos servidores públicos;
  • Plena liberdade de organização sindical;
  • Regulamentação dos dispositivos constitucionais que garantam mecanismos de participação e democracia direta, como plebiscitos, referendos e consulta à população. Reforma política que acabe com o financiamento privado das campanhas eleitorais.
Imprima
Imprimir