Eleições da Cassi terminam nesta quarta-feira, 28

A Chapa apoiada pelo Sindicato dos Bancários/ES é a Chapa 2 – Vem pra luta - #ACassiÉNossa. As eleições terminam no dia 28 de março.

Bancários e bancárias do Banco do Brasil que ainda não votaram nas eleições da Cassi têm até esta quarta-feira,  28, para participar e eleger a nova diretoria da entidade. O Sindibancários/ES apoia  a Chapa 2 – Vem pra luta – #ACassiÉNossa, que defende uma Cassi independente da direção do Banco e do governo, a manutenção da solidariedade e o fim dos privilégios. A Chapa 2 também tem o compromisso de lutar contra as medidas do governo Temer que comprometem a sustentabilidade da Cassi.

Entre as medidas criticadas pela Chapa está a resolução 23 da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União (CGPAR), cujas mudanças podem fazer com que a mensalidade da Cassi se torne impagável, além de excluir os aposentados dos serviços do plano.

O diretor do Sindicato dos Bancários/ES Dérik Bezerra é um dos membros da Chapa 2 – Vem pra luta – #ACassiÉNossa.

“O Banco do Brasil já começou a colocar em prática a resolução 23 da CGPAR, como no edital de concurso público divulgado pela instituição financeira, que não prevê plano de saúde nos moldes atuais da Cassi para os aprovados nomeados. Já começaram a restringir nosso direito à saúde, criando uma novo grupo entre os trabalhadores, os pós 2018. E esse é um dos motivos pelos quais devemos ter na Cassi um representante local. Precisamos garantir que a Caixa de Assistência tenha independência em relação ao governo e à direção do banco. Por isso, pedimos que os bancários e bancárias capixabas votem na Chapa 2”, diz Dérik.

O diretor do Sindibancários Thiago Duda destaca que o déficit da Cassi não é meramente um problema de gestão. Segundo ele, a Chapa 2 – Vem pra luta – #ACassiÉNossa tem total clareza disso.

“Temos que avaliar as chapas. Qualquer uma que se propuser a resolver os problemas da Cassi como se fossem um problema de gestão está ludibriando os trabalhadores e trabalhadoras. O déficit da Cassi deve ser resolvido a partir da raiz de seu problema, que é, por exemplo, o adoecimento dos bancários e bancárias por causa das péssimas condições de trabalho e o achatamento salarial causado pelos descomissionamentos, etc. E é com esse pensamento que a Chapa 2 pretende atuar”, diz Thiago.

Confira os principais compromissos da Chapa 2 – Vem pra luta- #ACassiÉNossa:

Independência em relação ao governo e à direção do banco
Olhando para vários dos nossos atuais representantes, às vezes, não dá para diferenciar quem é do banco e quem defende os trabalhadores.

Manutenção da solidariedade
Todos contribuem com o mesmo percentual do salário e usam a CASSI conforme a sua neces­sidade. Quando mais precisamos do plano, não devemos ser penalizados. Ninguém escolhe o momento de ficar doente.

Unificar a luta para derrubar a resolução 23° da CGPAR
Somente a luta unificada dos funcionários, articulada com os trabalhadores de outras estatais, pode ga­rantir o futuro da CASSI e de outros planos de autogestão. Devemos articular a realização de plenárias conjuntas com todos os afetados.

Nenhum aumento da contribuição dos funcionários
As doenças ocupacionais só aumentam no BB e eles querem diminuir a receita da CASSI com arro­cho salarial. Devemos responsabilizar financeiramente o banco pelo adoecimento dos funcionários. Nas ações de assédio coletivo, parte das multas deve ser revertidas para a CASSI. Nos casos de acidente de trabalho, o BB deve ser obrigado a pagar o tratamento dos funcionários.

Defender a Cassi na Campanha Salarial
O setor majoritário da CONTRAF/CUT tem sido contra colocar a CASSI como um dos itens cen­trais na campanha salarial. O Saúde Caixa faz parte do acordo coletivo da CEF e por isso ga­rantiu que não houvesse reajuste recentemente. A resolução da CGPAR que proibir que os planos de saúde constem em acordo coletivo, o que mostra que essa briga é importante.

Fim dos gastos administrativos desnecessários e dos privilégios
Os salários de diretores não devem ser equivalentes aos de diretores do banco. Devemos rever os valores que os conselheiros titulares e suplentes recebem mensalmente. Deve existir uma cláusula estatutária que proíba o conselheiro titular ou suplente de acumular a função com participação de outro conselho, como o da PREVI, Conselho de Administração do Banco ou de outras empresas. Devemos ter uma política de diminuição dos gastos administrativos. Onde houver a possibilidade, as sedes da CASSI podem funcionar em dependências dos bancos. Trabalharemos a eficiência dos processos, evitando o retrabalho e as onerosas ações judiciais.

Um programa específico para mulheres
Vamos propor um programa específico de atendimento integral a saúde da mulher. Hoje as mulhe­res são as principais vítimas do assédio sexual e moral dentro e fora do Banco. Também teremos projetos de identificação, acolhimento e apoio para as mulheres vítimas de violência doméstica.

Transparência
Atualmente isso não existe nos conselhos da CASSI. Diversos assuntos debatidos nas reuniões não são divulgados aos associados. Vamos lutar para alterar as regras de restrição as informações, através de medidas judiciais se necessário.

Aprofundar a estratégia de saúde da família
É preciso aumentar o número, bem como melhorar a localização das CliniCASSI. Também é preci­so exigir que o banco permita a utilização de e-mail, intranet e malote para divulgar os bene­fícios aos funcionários. A participação no programa deve continuar voluntária e não pode ser usada como um funil para que os participantes tenham acesso aos médicos conveniados.

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