Bancários e bancárias de Colatina protestam contra terceirização

As manifestações contra a terceirização não ficaram restritas à Grande Vitória. Em Colatina o Sindicato dos Bancários/ES retardou o funcionamento de quatro agências na manhã desta quarta-feira, 15. Foram duas agências de Colatina e São Silvano do Banco do Brasil e duas da Caixa Econômica. Diretores do sindicato, juntamente com trabalhadoras e trabalhadores bancários, se […]

As manifestações contra a terceirização não ficaram restritas à Grande Vitória. Em Colatina o Sindicato dos Bancários/ES retardou o funcionamento de quatro agências na manhã desta quarta-feira, 15. Foram duas agências de Colatina e São Silvano do Banco do Brasil e duas da Caixa Econômica.

Diretores do sindicato, juntamente com trabalhadoras e trabalhadores bancários, se concentraram em frente às agências e abordaram a população para explicar o que é o PL 4330, seus impactos negativos para a classe trabalhadora e, também, para o atendimento ao público nos bancos.

“A adesão foi muito boa. A maioria dos bancários e bancárias participaram. A recepção das pessoas que passaram pela agência também foi positiva. Muitos sabiam o conteúdo do projeto de lei. Outros não. Tivemos a oportunidade de levar informação para os moradores da região”, afirma a diretora do Sindibancários, Goretti Barone.

Goretti destaca que, além de precarizar os trabalhadores e trabalhadoras, o PL 4330, se promulgado, irá prejudicar os usuários de serviços bancários. “A rotatividade entre os terceirizados e terceirizadas é muito maior. Esse é um dos aspectos que prejudica o atendimento ao público, tornando-o cada vez mais precarizado”, explica Goretti.

A questão da rotatividade, apontada por Goretti, é comprovada por meio de uma pesquisa feita pelo Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese). O estudo mostra que um trabalhador terceirizado permanece cerca de 2,6 anos no trabalho, já os não terceirizados, 5,8 anos.

Além da terceirização das atividades fim, o PL 4330 prevê, ainda, a criação de um sistema paralelo de sindicalização e o fim da responsabilidade solidária da empresa contratante caso a empresa de terceirização não cumpra as obrigações trabalhistas.

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