Em defesa do Saúde Caixa, não à mudança na forma de custeio

O Sindibancários repudia proposta de mudança na forma de custeio do Saúde Caixa feita pela instituição financeira em mesa de negociação permanente por se tratar de perda de direitos e ser um ataque à sustentabilidade do plano de saúde

Na negociação da mesa permanente, ocorrida no dia 26 de outubro, a Caixa apresentou uma proposta ao movimento sindical que significa, para os trabalhadores e trabalhadoras, a perda do Saúde Caixa. A instituição financeira propõe a vinculação dos gastos do Saúde Caixa à folha de pagamento, mudança que vai impactar ativos e aposentados. Isso significa desvincular o custeio do plano de saúde do índice efetivo dos seus gastos – a inflação médica – para vinculá-lo ao INPC, índice de reajuste dos salários. Também seria estabelecido um teto de 6,5% para os gastos de responsabilidade da Caixa.

O Sindicato dos Bancários/ES repudia essa proposta, pois ela deixa claro que a Caixa quer repassar a maior parte dos custos que são de sua responsabilidade para os bancários e bancárias. O resultado disso será a oneração do salário dos empregados e, consequentemente, o abandono do plano de saúde por parte de muitos deles, pois se tornará impagável para a maioria.

Além disso, é importante lembrar que sustentar o Saúde Caixa com base na folha de pagamento é impossível. O número de trabalhadores nessa instituição financeira tem diminuído cada vez mais. Somente este ano, até o mês de setembro, a Caixa extinguiu 6789 postos de trabalho e não há intenção, por parte do banco, de contratar novos funcionários. Destacam-se, ainda, os cortes nas comissões e as perdas salariais não repostas. Ou seja, a folha de pagamento tem reduzido de forma drástica.

Também na negociação da mesa permanente a Caixa afirmou que manteria a forma de custeio em 70% e 30% até 2019. O Sindibancários não vê nenhuma vantagem nessa proposta, já que o Acordo Coletivo Bianual, firmado em 2016, garante as regras do Saúde Caixa hoje vigentes até 31 de agosto de 2018. Portanto, seriam apenas quatro meses para usufruir de um direito que os trabalhadores e trabalhadoras da Caixa levaram anos de luta para conquistar e, justamente por isso, não irão abrir mão dele.

“A proposta da Caixa é inegociável, pois se trata de perda de direitos. Ela quer exterminar o plano de saúde dos bancários e bancárias da Caixa. Nós, trabalhadores e trabalhadoras não podemos permitir que isso aconteça”, reforça a diretora do Sindibancários, Rita Lima.

O Sindibáncarios/ES é contra a proposta de mudança no Saúde Caixa. O banco não pode destruir um plano de saúde que acumula um superávit de R$ 670 milhões e tem previsão de mais um superávit em 2017.

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