Em negociação, Caixa se recusa a suspender GDP

Com os temas saúde do trabalhador e segurança bancária, aconteceu na quinta-feira, 27, em Brasília, as negociações específicas da Caixa. Durante a negociação a direção da instituição financeira deixou clara sua postura de não querer negociar com os trabalhadores ao rejeitar reivindicações como a suspensão do Programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP). Além […]

Com os temas saúde do trabalhador e segurança bancária, aconteceu na quinta-feira, 27, em Brasília, as negociações específicas da Caixa. Durante a negociação a direção da instituição financeira deixou clara sua postura de não querer negociar com os trabalhadores ao rejeitar reivindicações como a suspensão do Programa de Gestão de Desempenho de Pessoas (GDP). Além disso, na área de segurança, a Caixa apresentou as medidas que têm adotado. Porém, para os trabalhadores as iniciativas expostas priorizam a defesa do patrimônio físico, e não de funcionários e clientes.

No que diz respeito ao GDP, além de mantê-lo, a Caixa afirmou durante a negociação que quer ampliá-lo. De acordo com a diretora do Sindicato dos Bancários/ES, Renata Garcia, esse programa vai precarizar ainda mais as condições de trabalho no banco e aumentar os casos de adoecimento entre os trabalhadores. “O GDP prevê metas individuais, estabelece um contrato individual entre o empregado e o gestor imediato que fere os princípios coletivos da relação de trabalho. Ele também vai tornar maior o número de casos de adoecimentos na Caixa e agravar as já precárias condições de trabalho por aumentar a competitividade, gerar conflitos, permitir o rankiamento de desempenho e rotular os funcionários de acordo com as metas alcançadas por eles”, afirma Renata.

Ainda no que diz respeito à saúde do trabalhador, foi cobrado mais agilidade na apuração das denúncias de assédio sexual e moral. A Caixa alegou que tem procurado cumprir o prazo de 45 dias estabelecido na cláusula 56 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2014/2015.

Segurança Bancária

Durante a mesa de negociação um representante da Gerência Nacional de Segurança Física (GESFI) apresentou algumas medidas que a Caixa tem adotado na área de segurança. Entre elas, compra de equipamentos, campanhas de orientação dos empregados e medidas de gerenciamento de crise. Contudo, na avaliação dos representantes dos trabalhadores as ações priorizam a preservação do patrimônio físico em detrimento de funcionários e clientes.

No quesito segurança, entre as reivindicações dos trabalhadores está a instalação de biombos que impeçam a visualização das operações efetuadas nos caixas pelo público, sem impedir a visão dos empregados e adequando a posição dos vigilantes. Segundo a Caixa, essas divisórias já começaram a ser instaladas. A Comissão de Empregados da Caixa cobrou informações sobre a quantidade de unidades já contempladas e a previsão de prazo para conclusão da instalação em todas as agências.

Outra reivindicação diz respeito à garantia de vigilantes em todas as unidades do banco. Os trabalhadores denunciaram casos de prédios que estão sem o serviço por conta da não renovação de contratos com a prestadora de serviço. Os representantes da Caixa confirmaram que a medida foi adotada para reduzir custos e que a recomendação da GESFI é de que os locais afetados adotem outras medidas, como colocação de recepcionistas ou porteiros, além do controle do acesso. Para os representantes dos trabalhadores, esse posicionamento é inadmissível.

A próxima reunião da negociação específica da Campanha Nacional 2015 com a Caixa está agendada para o dia 4 de setembro, com a continuidade dos debates sobre saúde do trabalhador, Saúde Caixa, Funcef e aposentados.

Prorrogação do ACT

A Comissão de Empregados da Caixa reivindicou a prorrogação do Aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2014/2015, que expira na próxima segunda-feira, 31 de agosto, até a conclusão das negociações deste ano. A Caixa se comprometeu a atender à reivindicação.

Com informações da Contraf

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