Em plenária sobre reestruturação, trabalhadores e trabalhadoras do BB debatem condições de trabalho

Eles relataram a realidade que estão vivendo em seus ambientes de trabalho por causa da reestruturação, como cobrança por metas, assédio moral e o clima de insegurança gerado pelos rumores do aumento de trabalhadores e trabalhadoras terceirizados, fechamento de agências, aumento das agências digitais, entre outros.

Na noite da terça-feira, 19, bancários e bancárias do Banco do Brasil se reuniram na plenária sobre reestruturação do BB, ocorrida no auditório do Sindicato dos Bancários/ES. Na ocasião os trabalhadores e trabalhadoras relataram a realidade que estão vivendo em seus ambientes de trabalho por causa da reestruturação.

Alguns dos problemas destacados pelos bancários e bancárias foram a cobrança por metas, que tem culminado em assédio moral, e o clima de medo gerado diante do cenário de insegurança, agravado pelos descomissionamentos sem critério. Alguns dos fatores que causam esse cenário são os rumores de aumento de trabalhadores e trabalhadoras terceirizados, o fechamento de agências, aumento das agências digitais e a ameaça de extinção do PSO. Essas iniciativas causariam mais perda de postos de trabalho e descomissionamentos.

Outro aspecto ressaltado foi a perda de clientes por parte do BB em virtude da cobrança feita em suas contas por cada depósito. Quando o depósito é feito em cheque, o valor cobrado é de R$ 2,50. Se for em dinheiro, é R$ 2,00. Os trabalhadores e trabalhadoras citaram casos de pequenos comerciantes que recebem depósitos em cheque e migraram suas contas para outros bancos, inclusive privados.

“Todas essas iniciativas são uma forma de enxugar o Banco do Brasil para prepará-lo para a privatização. Entrega-se um banco enxuto, com poucas agências físicas, poucos funcionários, trabalhadores com contratos precarizados para vender por um preço menor. E isso não é somente no BB, é nos bancos públicos em geral e nas empresas públicas como um todo. Não podemos permitir que isso prossiga. O patrimônio público não pode ser entregue para o capital internacional. 2018 será um ano de muitos ataques, por isso, também devemos fazer dele um ano de muita luta, de muita resistência”, diz a diretora do Sindibancários Goretti Barone.

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