Em reunião, representantes do banco confirmam desmonte da Caixa

Dirigentes sindicais reafirmaram a luta em defesa da Caixa 100% Pública e repudiaram governo ilegítimo de Michel Temer.

Na quinta-feira, 02, a Comissão Executiva de Empregados da Caixa (CEE/Caixa) se reuniu com a instituição financeira em uma rodada de negociação. Os representantes dos trabalhadores e trabalhadoras reafirmaram a luta contra qualquer tentativa de privatização. A CEE/Caixa também deixou claro que não reconhece o governo ilegítimo de Michel Temer (PMDB) e que reivindica transparência no processo de negociação.

Durante a reunião os representantes do banco deixaram claro que não há perspectiva de novas contratações. Além disso, a Caixa informou que vai continuar com a política de enxugamento do quadro de pessoal e concluir a primeira onda da reestruturação. Quanto às alterações nas retaguardas, o banco falou que vai repassar informações detalhadas.

Outras medidas em curso podem agravar ainda mais as condições de trabalho. O banco não vai nomear novos caixas. Com isso, não haverá reposição dos trabalhadores em caso de vacância por aposentadoria ou promoção. Os caixas serão substituídos pelo caixa minuto, ou seja, outro empregado que é deslocado para exercer a atividade.

A diretora do Sindicato dos Bancários/ES, Lizandre Borges, critica a postura do Governo Federal em relação à Caixa. “Mesmo a Caixa sendo rentável, dando resultados robustos, tendo em vista o segundo lugar no ranking dos maiores bancos brasileiros no primeiro trimestre deste ano, ultrapassando o Itaú, o governo ilegítimo insiste em privatizar o banco que é o único que aceita a população de baixa renda dentro dele, que presta serviços sociais para o Brasil há mais de 150 anos”, afirma.

A Caixa fez, ainda, uma explanação sobre o conceito de agência virtual que pretende implementar, inicialmente como projeto piloto na SR Sul de Goiás, Campinas, SR RJ Sul, SR Brasília Norte e SR Ipiranga. A alegação da empresa é de que esse tipo de unidade vai desonerar o volume de atendimento nas agências.

“Essa justificativa para implementação das agências virtuais não faz sentido. A desoneração do volume de atendimento nas agências se dá por meio da contratação de mais empregados. Inclusive, essa tem sido uma reivindicação constante do movimento sindical que tem sido negada pelo Governo Federal, como mostra a fala dos representantes do banco na reunião da última quinta, ao mencionarem política de enxugamento de quadro de pessoal, entre outros”, enfatiza Lizandre.

A sindicalista destaca a realidade de precarização na qual vivem os bancários e bancárias que atuam nas agências virtuais. “Essas agências têm atendimento 24 horas. Os empregados não têm horário fixo de trabalho. É o desmonte da conquista da jornada de seis horas”, salienta.

Diante do que foi apresentado pela Caixa, Lizandre acredita que a mobilização é a única saída para evitar o desmonte da Caixa. “Os trabalhadores, mais do que nunca, devem se unir e se convencer de que se não houver união e perseverança a empresa será desmontada, desmantelada”, diz.

 

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