Em GT, bancários questionam implantação do caixa-minuto

Banco apresentou formas de remuneração e incidência sobre pagamento e afirmou que vai analisar os questionamentos apresentados pelos empregados

No segundo encontro do GT dos caixas, as representações sindicais dos bancários denunciaram a desqualificação da função de caixa pela CEF com a criação do caixa-minuto. A reunião aconteceu quarta-feira (30) em Brasília (DF).

Durante a reunião, representantes dos empregados afirmaram que a criação dos caixas-minuto desqualifica a função, que na Caixa tem especializações distintas dos bancos privados, como o atendimento ao pagamento do FGTS, PIS e crédito imobiliário. E também que a medida indica que a empresa segue o caminho dos bancos privados, de desmonte das agências físicas e enfoque nas agências digitais, priorizando o mercado ao invés dos cidadãos.

Em contrapartida o banco apresentou as formas de remuneração e incidência sobre o pagamento no exercício da função e afirmou que vai analisar os questionamentos apresentados pela categoria.

“Apresentamos nossos questionamentos de forma sistematizada em defesa da Caixa 100% Pública. O projeto do banco é de precarização do atendimento e segue a lógica dos bancos privados, de desmonte do caráter social da Caixa”, explica a Lizandre Borges, diretora do Sindibancários/ES, que participa do GT.

Reflexos salarias foram apresentados pela Caixa

Atendendo à solicitação dos trabalhadores, a Caixa esclareceu sobre os reflexos nos salários de quem fica como caixa-minuto. Quando o empregado ficar duas horas no caixa, por exemplo, a hora extra será calculada sobre a remuneração base mais o reflexo do tempo que ficou como caixa-minuto. O 13º será proporcional à fração em que trabalhou na função e há reflexo também sobre o descanso semanal remunerado. O mesmo não acontece no caso das férias, das conversões da APIPs e licença-prêmio.

A Caixa ficou de trazer contribuições para uma proposta a ser debatida no GT em uma nova reunião, que acontecerá no dia 7 de dezembro, também em Brasília.

O grupo de trabalho foi formado por pressão dos empregados, depois da publicação da RH 184, versão 33, em julho deste ano, que criou os caixas-minuto.

Com informações da Agência Fenae da Contraf-CUT.

 

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